Robert Yildirim, Presidente e CEO da Yildirim e Yilport Holding Inc., esteve em Lisboa para a apresentação pública dos investimentos realizados na modernização do terminal de contentores de Alcântara e afirmou que continuarão a investir no país para ajudar o desenvolvimento da economia. Presente esteve também o ministro da tutela, Pedro Nuno Santos.
Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação, afirmou que “precisamos de investimento nos portos. É isso que está a ser feito em Portugal e é isso que a Yilport está a fazer em Lisboa e está a fazer em Leixões. Quando temos um grupo privado, com a importância da Yildirim e da Yilport, nós percebemos que se temos lá fora grupos privados com esta dimensão a confiar na nossa economia e com confiança em investir, esta é a prova cabal de que nós próprios temos de confiar no nosso país e na nossa economia”.
O governante falava na apresentação pública do Investimento de Modernização do Terminal de Contentores de Alcântara, da gestora portuária Yilport Liscont, que se decorreu quinta-feira, 10 de novembro, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa. O projeto de investimento de cerca de 123 milhões de euros inclui quatro novas gruas que chegaram a Portugal no início de 2022.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação destacou, ainda, o posicionamento de Portugal no Mundo e a sua posição, enquanto porta de entrada para a Europa, acrescentando que “este investimento nos portos, aliado ao investimento que está a ser feito na infraestrutura ferroviária, vai dar não só mais oportunidades ao transporte marítimo, mas também mais oportunidades à logística feita a partir de Portugal.”, sublinhando que “estamos a dar um grande contributo à economia portuguesa, que importa e exporta. E é por isso que os portos são só uma parte, das partes mais importantes de um país que se fez pelo mar, como o nosso”. As declarações de Pedro Nuno Santos, acontecem na mesma semana em que a AGEPOR já tinha vindo a público evidenciar a sua preocupação pela falta de investimento nos portos nacionais, temendo que o transporte marítimo estivesse a ser relegado para segundo plano pelo governo.
O evento arrancou com a intervenção de Boris Wenzel, Co-CEO da YILPORT Holding Inc., que referiu que “este investimento que faz parte de um investimento nos portos nacionais do grupo Yilport de mais de 200 milhões de euros, permitirá desenvolver o porto de Lisboa, assegurando-o como um porto de destaque no mercado nacional e proporcionando novas oportunidades ao tecido económico nacional mais concretamente às empresas exportadoras”. Seguiu-se Robert Yildirim, Presidente e CEO da YILDIRIM e YILPORT Holding Inc., que afirmou, também, que “o trabalho está apenas a começar, uma vez que estes investimentos, elevam os portos portugueses a um outro nível, podendo inclusive competir com outros portos mundiais de referência”. Salinetou também que com estes investimentos é possível “oferecer a partir do porto de Lisboa novos serviços diretos, para a América do Norte (EUA, Canadá), América Central (México), América do Sul (Brasil, Argentina) e explorar novas oportunidades com África”.
O evento teve como objetivo revelar o investimento privado de reconversão e expansão que foi feito em Alcântara, e no qual se inclui a instalação de quatro novas gruas, fabricadas pela empresa japonesa Mitsui, que chegaram a Lisboa, vindas do porto japonês de Oita, no dia 1 de janeiro de 2022. O investimento engloba seis E-RTG (elétricos e com operação remota), ECO – Reach Stackers, repavimentação de todo o pátio de contentores e novos edifícios: um para operações/manutenção e outro para inspeções de alfândega e PIF com 10 cais de carga e descarga e armazenagem de frio.
Este investimento permitiu ainda introduzir melhorias significativas não só a nível ambiental, como no incremento de segurança das operações, quer para os próprios trabalhadores, quer para todos os que diariamente prestam a sua atividade no terminal. Em específico, as novas gruas, totalmente elétricas, vêm contribuir para a descarbonização e sustentabilidade das operações portuárias.
Esta modernização vai permitir aumentar a dimensão dos navios a operar no terminal de Alcântara, Liscont, navios de mais de 14.000 TEU de capacidade e desta forma reduzir os custos de transporte na cadeia logística, com ganhos significativos nas exportações nacionais e atração de cargas até à data movimentadas em portos espanhóis. Espera-se que esta nova solução permita também a contentorização de novas cargas na Península Ibérica, para serem movimentadas em Portugal.


