A transportadora TJA passou a integrar a associação ibérica para acompanhar o desenvolvimento dos gases renováveis e avaliar a sua aplicação no transporte rodoviário de mercadorias. A adesão enquadra-se numa estratégia de diversificação energética que inclui eletricidade, HVO, gás natural e biometano.

A TJA passou a integrar a GASNAM, associação ibérica dedicada à promoção da mobilidade sustentável com gases renováveis, nomeadamente biometano e hidrogénio. Com esta adesão, a empresa pretende reforçar o acesso a informação técnica e estratégica, acompanhar projetos do setor e estabelecer novas parcerias.

A decisão insere-se na estratégia de descarbonização da transportadora, que defende a utilização de diferentes soluções energéticas em função dos serviços, das distâncias e das cargas. Segundo a TJA, a sua operação já inclui viaturas 100% elétricas, utilização de HVO e veículos a gás natural e biometano. A empresa acompanha também o desenvolvimento do hidrogénio para o transporte pesado.

A experiência com o gás começou no transporte de GNL como mercadoria perigosa, em 2012. Desde 2015, a TJA opera também viaturas a gás natural comprimido e liquefeito. Embora de origem fóssil, o gás natural permitiu à empresa adquirir experiência operacional que, segundo explica, abriu caminho à utilização de biometano. Em 2024, começou a operar uma viatura com este combustível de origem renovável.

“Só conseguimos tirar valor de uma tecnologia se estivermos onde ela se desenvolve. Fazer parte da GASNAM dá-nos esse acesso e permite-nos avaliar, com informação atualizada, o que pode ser aplicado na nossa operação”, afirma Marcelo Araújo, coordenador de Mobilidade e Sustentabilidade da TJA.

De acordo com a informação divulgada pela transportadora, a GASNAM reúne cerca de 160 membros em Portugal e Espanha, entre produtores de energia, fabricantes de veículos, empresas de engenharia, operadores de transporte, universidades e centros de investigação. Em Portugal, conta com 32 associados e um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento destes combustíveis na mobilidade profissional.

Para a TJA, a participação nesta rede permitirá uma maior proximidade aos projetos em teste e às soluções já em implementação, além de oportunidades de cooperação no transporte e no desenvolvimento de novas aplicações.