O consórcio Embalagem do Futuro quer prolongar a colaboração entre empresas para além do projeto e abrir esse espaço a toda a cadeia de valor. A proposta de criar uma aliança para o setor da embalagem em Portugal foi apresentada esta terça-feira, 27 de outubro, na LogiPack, em Lisboa.

Depois de reunir 79 entidades de diferentes áreas da embalagem para desenvolver soluções em conjunto, o consórcio Embalagem do Futuro pretende dar continuidade a essa cooperação. O objetivo é criar uma aliança que agregue empresas e entidades de toda a cadeia de valor, independentemente do material ou da tecnologia, e que envolva também as associações representativas dos diferentes segmentos.

O desafio foi lançado durante o debate “Setor da Embalagem em Portugal – Futuro e Desafios”, promovido pela Agenda Mobilizadora na segunda edição da LogiPack. A iniciativa está aberta às empresas e entidades interessadas em participar na construção desta estrutura.

“Ao longo destes anos, a Embalagem do Futuro mostrou que empresas que concorrem entre si conseguem trabalhar juntas quando os desafios são comuns. Não queremos que isso acabe com o projeto. A associação vai ser criada com a ajuda de todos e queremos que cada empresa do setor sinta que tem ali um lugar”, afirmou Pedro Costa, gestor da Embalagem do Futuro.

A proposta surge num contexto de adaptação às exigências do Regulamento Europeu de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR). Segundo o consórcio, os desafios de reciclabilidade, reutilização e redução de resíduos reforçam a necessidade de cooperação num tecido empresarial composto sobretudo por pequenas e médias empresas.

Da regulamentação à inovação

O impacto do PPWR, a inovação como fator de competitividade e o papel da rastreabilidade e da digitalização estiveram em discussão na sessão, moderada por António Ferreira Dias, Head of Digital & Innovation da SGS Portugal.

Participaram na mesa-redonda Carlos Vieira, cofundador e diretor-geral da Freshwood, Délio Raimundo, responsável pelas áreas da Qualidade, Segurança Alimentar e Inovação da Campotec, e Amaro Reis, diretor-geral da Sacos 88 e presidente da APIP – Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos. A sessão incluiu ainda a apresentação de um caso de inovação do Grupo Super Bock, por Tiago Brandão, diretor de Investigação, Desenvolvimento e Inovação do grupo.

Liderada pela VANGEST, a Embalagem do Futuro reúne 79 entidades e está organizada em 19 subprojetos. O trabalho abrange novos materiais, sensorização, rastreabilidade, processos de fabrico, valorização de resíduos, certificação e formação.

A segunda edição da LogiPack – Feira Internacional de Logística e Embalagem decorre até 29 de outubro, no Pavilhão do Rio do Centro de Congressos de Lisboa, em Alcântara.

Organizada pela Fundação AIP, através da Lisboa FCE, reúne soluções, equipamentos, tecnologias e serviços para embalagem, armazenagem, intralogística, automação, transporte, distribuição e gestão da cadeia de abastecimento.

Além da exposição, o programa de conferências aborda o futuro da indústria da embalagem em Portugal, o setor alimentar, as novas exigências regulamentares e a inovação tecnológica na logística. A feira está aberta das 10h00 às 19h00.