Ter stock no Norte permite à Aviludo responder mais depressa. Mas a mudança também se faz dentro do armazém, na forma como os pedidos são preparados e organizados para distribuição. A SCM visitou o centro logístico da Maia, guiada por quem conhece a operação ao detalhe: José Barreiros, General Manager de Operações.
Uma caixa para um restaurante, uma unidade para outro, produtos que exigem temperaturas diferentes e entregas com horários a cumprir. No centro logístico da Aviludo na Maia, cada pedido tem de encontrar o seu lugar na rota. E essa organização começa muito antes de a mercadoria entrar na viatura.
Foi para conhecer este trabalho que a Supply Chain Magazine visitou a plataforma, inaugurada em setembro, num investimento de 27 milhões de euros. Com José Barreiros, General Manager de Operações, percorremos os espaços e procurámos perceber o que mudou no abastecimento aos clientes do Norte.
A primeira diferença está na proximidade do stock. Antes da Maia, a região Norte era servida através de uma operação de cross-docking na Makro de Matosinhos, abastecida diariamente a partir de Alcochete. A mercadoria chegava para seguir para distribuição; agora, a Aviludo dispõe de capacidade de armazenagem na região, reduzindo a dependência dessa ligação para responder aos pedidos.
“Por vezes havia artigos que o cliente pedia e só passado 48 horas é que a gente conseguia fornecer”, explica José Barreiros. A disponibilidade local permite encurtar essa espera e dar à operação maior capacidade de resposta.
A transição foi gradual: primeiro os secos, depois os refrigerados e os congelados. À data da entrevista, saíam da Maia 31 rotas e mais de 200 paletes por dia, face a cerca de 100 numa fase inicial. O crescimento passa agora também por conquistar mais clientes nas zonas já abrangidas e aproveitar melhor cada percurso.
Preparar no armazém a sequência da entrega
Dentro da plataforma, o trabalho é organizado por viatura, tendo em conta a ordem pela qual os clientes serão abastecidos. A preparação começa pelos pedidos de quem será servido no fim da rota, para que a mercadoria fique disposta na sequência necessária à descarga.
O objetivo é reduzir deslocações e evitar voltar a mexer nos produtos para os reorganizar. “Menos manuseamento, menos quebras”, resume o responsável.
É uma operação que tem de acomodar necessidades muito distintas. “Uns levam à caixa, outros levam à unidade”, observa José Barreiros. As quantidades e os formatos são ajustados a clientes profissionais, entre restaurantes, hotéis e instituições, com consumos e capacidades de armazenagem diferentes.
O WMS Generix orienta as localizações e os circuitos de preparação das cerca de 2.200 referências movimentadas na plataforma. A robotização foi estudada, mas, segundo o responsável, não se justificou para o perfil dos pedidos e os volumes previstos. A opção passou por conjugar a preparação manual com o apoio dos sistemas de informação e uma organização dos fluxos que permita acompanhar o crescimento.
A Maia dispõe de 8.280 metros quadrados de área operacional, 17 cais e uma frota afeta de 36 viaturas multitemperatura. A eficiência dessa estrutura depende também da articulação com os clientes: concentrar volume em cada entrega, sem ignorar que muitas cozinhas e estabelecimentos têm pouco espaço para guardar produto, é um dos desafios apontados por José Barreiros.
Na reportagem completa, na SCM de novembro, entramos na operação da Maia para mostrar como se organizam os circuitos, se protege a cadeia de frio e se prepara o crescimento da Aviludo no Norte.


