Com um investimento superior a quatro milhões de euros, o Porto Seco da Guarda foi inaugurado esta sexta-feira, 23 de outubro. A infraestrutura pode receber comboios de mercadorias de 750 metros e tem capacidade potencial para movimentar mais de 45 mil TEU por ano.

Aproximar as empresas do interior das rotas de comércio internacional é uma das funções do Porto Seco da Guarda, inaugurado esta sexta-feira. Promovida pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, a infraestrutura reforça a ligação ferroviária ao Porto de Leixões e cria condições para uma maior articulação entre o transporte rodoviário e ferroviário de mercadorias na região.

Com um investimento global superior a quatro milhões de euros, o Porto Seco dispõe de cerca de 30.000 m² de área pavimentada e 750 metros de linhas ferroviárias, permitindo acomodar comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento. A infraestrutura tem capacidade potencial para movimentar maisde 45.000 contentores de 20 pés por ano e dispõe de um parque com capacidade para 850 contentores.

Além da movimentação e do armazenamento de mercadorias, a infraestrutura foi preparada para concentrar operações de pesagem e inspeção, integrando serviços de apoio aduaneiro, zonas para contentores frigoríficos e sistemas de controlo de acessos e segurança.

Para as empresas da região, a ligação a Leixões abre a possibilidade de organizar os fluxos de mercadorias através de soluções que combinam rodovia, ferrovia e transporte marítimo. O objetivo é facilitar o acesso aos mercados nacionais e internacionais e reforçar a competitividade do tecido empresarial do interior.

João Pedro Neves, presidente do conselho de administração da APDL, considera a infraestrutura “um passo importante para reforçar a conectividade logística do interior e aproximar as empresas dos principais mercados”. O responsável destaca também as oportunidades criadas pela ligação ferroviária a Leixões e pela articulação entre os diferentes modos de transporte.

A inauguração contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, do presidente da APDL, João Pedro Neves, e do presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves.