Para profissionais experientes de supply chain, logística, operações e procurement, o interim management abre uma possibilidade de carreira construída por missões. Paulo Jorge explica à SCM o que exige este modelo, em que o sucesso também se mede pela capacidade de deixar a empresa preparada para continuar sem quem a veio ajudar.

Entrar numa empresa sabendo que a saída faz parte do plano muda a forma de exercer a liderança. Há um problema para resolver, objetivos para cumprir e uma equipa cuja confiança é preciso conquistar. O tempo é limitado, mas os resultados devem durar para além da missão.

É esta perspetiva que Paulo Jorge, sócio-gerente da EasyTalent – Interim Solutions e membro da direção da AIM – Associação Interim Management Portugal, traz à edição de setembro da Supply Chain Magazine. Num contexto em que as necessidades das empresas nem sempre podem esperar pelos ciclos de recrutamento, o interim management permite mobilizar experiência executiva para um desafio concreto, durante um período definido.

“O consultor recomenda. O interim manager executa. O gestor permanente assegura a continuidade”, resume. A distinção está na responsabilidade assumida: o profissional integra temporariamente a organização, lidera equipas, toma decisões e responde pelos resultados da missão. Recuperar um projeto de ERP, reorganizar uma operação, melhorar o planeamento ou preparar uma sucessão são algumas das situações em que pode intervir.

Para gestores experientes, esta possibilidade representa também uma mudança na forma de pensar a carreira. O percurso passa a construir-se através de diferentes organizações e desafios, exigindo capacidade para compreender rapidamente uma realidade desconhecida, decidir com informação incompleta e adaptar o conhecimento acumulado. Ter experiência é essencial; saber aplicá-la num novo contexto é igualmente decisivo.

Há ainda uma exigência particular: trabalhar, desde o início, para tornar a própria presença desnecessária. Desenvolver as equipas, transmitir conhecimento, documentar processos e preparar quem dará continuidade ao trabalho fazem parte da missão.

“Uma boa missão não termina apenas quando o problema fica resolvido. Termina quando a organização está preparada para continuar sem o interim manager”, sublinha Paulo Jorge.

Esta forma de trabalhar implica aceitar um percurso menos linear e períodos potencialmente irregulares entre projetos. Em contrapartida, permite colocar anos de experiência ao serviço de empresas que precisam dessas competências numa fase específica da sua evolução.

Na revista, Paulo Jorge aprofunda as exigências desta opção profissional, os critérios para definir e avaliar uma missão e os obstáculos que ainda condicionam o desenvolvimento do interim management em Portugal.

Leia o artigo completo com Paulo Jorge, nas páginas 62 a 67 da edição de setembro da Supply Chain Magazine.