Consolidar a presença na Península Ibérica, reforçar a operação em França e integrar serviços estão entre as prioridades da Garland. Em entrevista à Supply Chain Magazine, Mark Dawson, CEO do grupo, explica como a capacidade de adaptação continua a orientar uma empresa com dois séculos e meio de história.

Uma empresa com 250 anos tem muitas histórias para contar. Mas também enfrenta uma pergunta: como garantir que o passado ajuda a decidir, sem se tornar um travão à mudança? Para Mark Dawson, que representa a quinta geração da família à frente da Garland, a resposta é clara: “A tradição só pesa quando impede a mudança.”

Na entrevista publicada na edição de setembro da SCM, o responsável revisita momentos decisivos do percurso do grupo e aponta as prioridades para os próximos anos. O crescimento passa sobretudo pela consolidação da Península Ibérica e pelo reforço da operação em França, onde a experiência em setores como a moda, o têxtil e o calçado constitui uma base para a expansão. Marrocos mantém também um lugar importante na estratégia, pela sua dinâmica industrial e pela procura de soluções de transporte e desalfandegamento.

“Mais do que abrir muitos mercados em simultâneo, queremos crescer onde conseguimos acrescentar valor real”, afirma. A integração entre serviços acompanha essa ambição, num grupo em que os Transportes têm o maior peso na faturação e a Logística foi a área que mais cresceu na última década.

A capacidade de encontrar oportunidades em contextos difíceis atravessa a conversa. O Brexit levou à criação da Garland Customs Solutions, enquanto a necessidade de contornar as dificuldades das rotas via Reino Unido esteve na origem de uma ligação marítima direta à Irlanda. Em Marrocos, a Garland Transit responde à procura de maior simplicidade no desalfandegamento e de menores tempos de trânsito.

Há, porém, desafios cuja resposta exige mais do que abrir uma rota ou criar um serviço. Na transição energética, Mark Dawson distingue as exigências dos armazéns das dificuldades de descarbonizar o transporte, dependente da tecnologia disponível, das infraestruturas e dos custos. Na transformação digital, explica o que o TMS trouxe à gestão da operação e situa a inteligência artificial numa fase de primeiros passos, com projetos em desenvolvimento.

As pessoas completam este retrato: atrair profissionais, investir na formação e dar a conhecer o setor às novas gerações são preocupações comuns às diferentes operações. O futuro da Garland poderá incluir novas áreas de negócio, mas o critério que o CEO aponta permanece: preservar a capacidade de adaptação que trouxe o grupo até aqui.

Leia a entrevista completa a Mark Dawson nas páginas 8 a 14 da edição de setembro da Supply Chain Magazine.