A Mars investiu cerca de 210 milhões de dólares, na sua primeira fábrica de Pringles na Tailândia. Digitalizada e orientada para a exportação, a unidade reforça a capacidade produtiva da empresa na Ásia e deverá abastecer mercados da Ásia-Pacífico, Médio Oriente e África.

Localizada em Chonburi, no Eastern Economic Corridor da Tailândia, a nova fábrica ocupa 73.800 metros quadrados, num terreno com uma área total de 208.000 metros quadrados. A unidade começou a operar no final de 2025, mas foi agora oficialmente inaugurada, em simultâneo com a entrada em funcionamento da segunda linha de produção.

A fábrica já abastece os mercados da Índia, Hong Kong e Taiwan, estando prevista a entrada progressiva noutros destinos da região. Uma terceira linha deverá começar a operar no final de 2027, consolidando o papel da unidade como plataforma regional de produção e exportação da marca Pringles.

De acordo com a Mars, a localização da fábrica permitirá reforçar a rede regional de abastecimento e responder mais rapidamente às alterações da procura. A unidade terá igualmente capacidade para produzir diferentes variedades de Pringles, adaptadas às preferências dos consumidores de cada mercado.

“A infraestrutura, o talento qualificado e a conectividade da Tailândia com os mercados regionais tornam o país uma parte crítica da forma como estamos a desenvolver o negócio Pringles na região AMEA”, afirma Gabriel Fernandez, presidente da Mars Snacking para a Ásia-Pacífico, Médio Oriente e África.

Apresentada pela Mars como uma fábrica inteligente totalmente digitalizada, a unidade integra sistemas avançados de produção, segurança alimentar e controlo de qualidade. Dashboards digitais permitem acompanhar em tempo real o funcionamento das linhas de produção, enquanto a monitorização contínua do desempenho dos equipamentos fornece dados para apoiar as decisões operacionais. A empresa pretende, desta forma, aumentar a disponibilidade das máquinas, melhorar a produtividade e reduzir perdas de eficiência.

A sustentabilidade foi também considerada na operação da fábrica, através da utilização de tecnologias de produção energeticamente eficientes, sistemas de tratamento de águas residuais e processos de redução, reciclagem e recuperação de resíduos. O desempenho da unidade ao nível da energia, água, resíduos e emissões será monitorizado para identificar novas oportunidades de melhoria operacional.

Metade das compras fica na Tailândia

Além do investimento industrial, a fábrica deverá produzir efeitos sobre a cadeia de fornecedores local. Perto de 50% das despesas de procurement da unidade já são realizadas junto de empresas tailandesas. A Mars afirma que pretende continuar a investir no desenvolvimento de fornecedores, competências industriais e talento local. A fábrica criou mais de 170 postos de trabalho diretos durante a fase de arranque, contando com mulheres em aproximadamente metade das posições de liderança.

Para Anin Meksuksai, diretor da Divisão de Marketing de Investimento Estrangeiro do Thailand Board of Investment, o projeto reforça a capacidade do país para receber operações industriais avançadas e investimento internacional de longo prazo, contribuindo simultaneamente para o emprego qualificado e para o desenvolvimento das cadeias de abastecimento nacionais.

Com a entrada em funcionamento da segunda linha e a expansão prevista para 2027, a Mars procura transformar Chonburi num dos pontos estratégicos da sua rede industrial, aproximando a capacidade produtiva dos mercados de crescimento e aumentando a capacidade de resposta às necessidades regionais.


FOTOGRAFIA: Thailand Board of Investment