A DHL está a expandir a sua rede mundial de logística de baterias, que integra já mais de 20 instalações especializadas. A operação acompanha todo o ciclo de vida destes equipamentos, desde o apoio à produção e transporte até ao diagnóstico, reparação, logística inversa e preparação para reciclagem.

A eletrificação dos setores automóvel, industrial e energético está a criar novas cadeias de abastecimento e a aumentar a procura de soluções logísticas especializadas. Para responder a esta transformação, a DHL está a desenvolver uma rede integrada de Centros de Excelência de Veículos Elétricos e Baterias nos principais mercados mundiais.

A plataforma reúne competências da DHL Supply Chain, DHL Global Forwarding e DHL Express, combinando logística de produção, transporte, armazenagem, serviços pós-venda e gestão do ciclo de vida das baterias. A rede liga já mais de 20 instalações, estando prevista a abertura de novas localizações.

A expansão surge num contexto em que as baterias deixaram de estar associadas apenas aos veículos elétricos. Os mesmos sistemas são cada vez mais utilizados em equipamentos industriais, operações mineiras, infraestruturas de rede elétrica e projetos de armazenamento de energia renovável. Algumas destas unidades ultrapassam as 50 toneladas, exigindo soluções de transporte pesado, equipamentos específicos e um planeamento logístico próprio.

A classificação como mercadoria perigosa, as diferenças regulamentares entre mercados e modos de transporte e as exigências de documentação e controlo aduaneiro aumentam igualmente a complexidade das operações.

“A logística de baterias é fundamentalmente diferente das cadeias de abastecimento tradicionais”, afirma Francisco Milián, Head of Inbound to Manufacturing da DHL Supply Chain EMEA. Segundo o responsável, os clientes necessitam de capacidades especializadas em todas as fases, desde a logística de entrada e o apoio à produção até ao armazenamento, distribuição, recondicionamento, devolução e reciclagem.

As instalações especializadas da DHL combinam áreas de armazenagem preparadas para baterias com serviços técnicos, entre os quais diagnóstico, testes, carregamento, condicionamento, reparação, logística inversa e preparação dos equipamentos para reciclagem.

Em Halle, na Alemanha, o operador disponibilizou recentemente 13 mil metros quadrados de espaço de armazém adaptado a este tipo de produto. Na Hungria, está a ser preparada uma nova instalação dedicada à logística de baterias, cuja entrada em funcionamento está prevista para 2027.

A DHL está também a construir um hub europeu em Holtum, nos Países Baixos. A infraestrutura contará com 17 mil metros quadrados de armazenagem e serviços especializados para baterias de alta tensão e deverá iniciar atividade no princípio de 2027. A proximidade à operação automóvel já existente permitirá criar um campus integrado, dedicado à mobilidade elétrica e aos sistemas de armazenamento de energia.

Muitas destas instalações integram transporte, serviços aduaneiros e operações transfronteiriças, procurando concentrar num único parceiro várias etapas da cadeia de valor. A proposta dirige-se a fabricantes de baterias e automóveis, mas também a empresas de energia, operadores industriais e projetos ligados à exploração de minerais críticos.

Eletrificação cria novos corredores logísticos

A concentração de uma parte significativa da produção de baterias na Ásia, conjugada com o crescimento da procura na Europa e noutras regiões, está a alterar os fluxos comerciais. Ao mesmo tempo, a instalação de novas gigafábricas gera movimentos de equipamentos produtivos, matérias-primas, produtos químicos, componentes e baterias acabadas. “A transição energética está a criar corredores comerciais e padrões de cadeias de abastecimento inteiramente novos”, sublinha Hendrik Venter, Global CEO da DHL Supply Chain. Para o responsável, as empresas estão a redesenhar as suas operações para apoiar a mobilidade elétrica, o armazenamento de energia e a expansão das fontes renováveis.

A logística de baterias ganha ainda uma nova dimensão com o crescimento dos sistemas BESS – Battery Energy Storage Systems – utilizados para armazenar energia e apoiar a estabilidade das redes elétricas. No primeiro semestre de 2026, a DHL entregou mais de 1100 destas unidades em diferentes mercados.

Estes projetos podem envolver sistemas de grandes dimensões, transporte multimodal, operações de elevação de cargas pesadas e entregas em locais remotos, além do cumprimento das regras aplicáveis às mercadorias perigosas.

A área New Energy é um dos setores de crescimento definidos pelo DHL Group na sua Strategy 2030. O grupo desenvolve soluções logísticas para oito segmentos: energia eólica, solar, veículos elétricos e baterias, sistemas BESS, carregamento de veículos elétricos, infraestruturas de rede, hidrogénio e combustíveis alternativos.