Não houve palco, apresentações ou discursos preparados. No primeiro SCM Circle, na Quinta de Nossa Senhora da Paciência, houve pessoas suficientemente próximas para que as conversas pudessem ir mais longe. Quem não esteve, não saberá tudo o que aconteceu, mas desde o princípio que é precisamente essa a ideia.
Poderíamos contar quantas pessoas estiveram no primeiro SCM Circle, dizer quem se sentou em cada mesa, enumerar os temas discutidos ou tentar resumir as conclusões de algumas horas de conversa, como habitualmente se faz neste tipo de iniciativas. Mas isso seria contar apenas a parte menos importante, porque o SCM Circle não nasceu para produzir mais um alinhamento de intervenções, nem para transformar cada frase numa publicação. Nasceu para criar um espaço onde profissionais de diferentes empresas, funções e experiências pudessem estar juntos, conversar com menos filtros, fazer perguntas que nem sempre cabem nos programas das conferências e ouvir respostas que não tinham sido preparadas antecipadamente.
À volta de quatro mesas, em Bucelas, e com a Azitek, a Adecco, a Conexus Supply e a Tecnibite/Xlog como conversation hosts falou-se de desafios reais da supply chain. Houve perspetivas que se encontraram, outras que se confrontaram e perguntas que ficaram a acompanhar os participantes depois de a conversa terminar. Não houve uma plateia a assistir; todos faziam parte da conversa.
Talvez tenha sido essa proximidade – física, mas também profissional e humana – que tornou este primeiro encontro diferente. Quando desaparece a distância entre quem fala e quem ouve, muda também aquilo que estamos dispostos a partilhar. Não vamos revelar tudo o que foi dito, já que algumas conversas valem precisamente porque acontecem naquele lugar, entre aquelas pessoas e naquele momento.
Podemos apenas dizer isto: quando as pessoas estão mais perto, as conversas vão mais longe. E haverá um próximo SCM Circle, mais conversation hosts e outros temas de conversa. Se não esteve na primeira edição do SCM Circle, acompanhe-nos. Da próxima vez, talvez haja um lugar com o seu nome.


