Falta menos de uma semana para a Procurement Conferência 2026. No dia 1 de outubro, o auditório do IAPMEI, em Lisboa, reúne profissionais de compras, sourcing e supply chain para discutir decisões sob pressão, liderança, IA, risco, compliance e relações com fornecedores. Ainda não garantiu o seu lugar?

 

A contagem decrescente já começou. Na próxima quinta-feira, 1 de outubro, a comunidade de Procurement volta a encontrar-se em Lisboa para um dia de debate construído em torno de uma realidade que atravessa hoje praticamente todas as organizações: é preciso decidir mais depressa, com mais variáveis, informação nem sempre completa e consequências cada vez maiores.

Sob o tema Procurement sob pressão: Quando a decisão perfeita deixa de existir, a Procurement Conferência 2026 não promete fórmulas infalíveis, propõe algo mais útil: colocar em cima da mesa decisões reais, escolhas difíceis e experiências de quem tem de conciliar custo, risco, continuidade, sustentabilidade, compliance e expectativas internas. A credenciação começa às 8h15, a conferência abre às 9h00 e termina às 17h30.

 

Da transformação digital à capacidade de liderar

O programa arranca com a apresentação dos principais resultados da sexta edição do Global Digital Procurement Survey, por Afonso Pinto Leal, Managing Consulting Director da PwC. O estudo permitirá perceber como estão a evoluir as prioridades de investimento, o grau de maturidade digital das organizações e a utilização efetiva da inteligência artificial pelas equipas de Procurement.

Maryna Trepova, CEO e fundadora da IPSM Procurement, traz a Lisboa uma reflexão sobre verdadeira liderança em Procurement e sobre as competências que continuarão a distinguir os profissionais da função.

A transformação estará também em foco na intervenção de Paulo Ferreira, Procurement Transformation Leader da TetraPod, e Lise Barbeaux, Senior Procurement Advisor da ORAZ Consulting, dedicada à utilização de category management e inteligência artificial na contratação pública.

Já Miguel Nuno Silva propõe colocar o Procurement a nu, cruzando AI, HI e UI numa intervenção que promete questionar o lugar da tecnologia, da inteligência humana e da experiência de utilização na evolução da função.

 

Quando todas as alternativas implicam cedências

O tema central da conferência ganha corpo na primeira mesa-redonda do dia, moderada pela Deloitte. Ana Paula Mira, Global Purchasing Director da Largo Tempo, Daniela Dias, Purchasing Director da ERT Têxtil Portugal, João Neves, Operational and Logistic Center Director do Turim Hotels Group, e Rita Ferreira, Head of Procurement da Arrow Global Portugal, irão confrontar decisões tomadas em setores e contextos muito diferentes.

O ponto de partida será comum: o que fazer quando reduzir custos aumenta o risco, cumprir uma exigência pode comprometer outra e esperar por mais informação já não é uma opção? A discussão não ficará no plano teórico. Ao longo do dia serão partilhadas práticas de alavancagem negocial, incluindo a utilização de processos de RFP para reabrir contratos existentes, acelerar a inovação e criar novas oportunidades de redução de custos. Haverá ainda espaço para analisar como se pode responder à urgência sem abdicar do compliance, através de abordagens que isolam o risco e permitem entregar valor em projetos complexos.

Também a autoridade da função estará em debate: até onde deve ir o procurement para garantir controlo financeiro, conformidade e disciplina nos processos, mesmo quando isso significa contrariar pressões internas?

A inteligência artificial atravessa diferentes momentos do programa, mas sempre ligada à aplicação concreta. Tiago Cruz, GBS Procurement SL – Car Fleet and T&A Service Unit Manager da Syensqo, apresentará um caso de utilização de IA na comparação de propostas para a frota automóvel. A sessão permitirá perceber como a tecnologia pode apoiar a análise, introduzir novos critérios de custo e controlo e dar consistência à decisão.

Wolfgang Rueth, da Efficio Consulting, irá olhar para uma área frequentemente relegada para segundo plano. Em «Tail Spend sem fricção: transformar a jornada de compra interna», abordará processos fragmentados, triagem manual, controlos tardios, procurando mostrar como tornar a compra em conformidade na opção mais simples para o utilizador interno.

O programa cruza ainda gestão de risco de fornecedores, qualidade dos dados, compliance, digitalização dos processos de compras e mobilidade elétrica, com contributos de organizações como a Informa D&B, Rovensa, EVIO e Devlop.

 

Da negociação à relação com os fornecedores

Fredrik Nikolaev, Global Vested Leader da EY Consulting, apresentará o conceito de Vested Procurement, um modelo que procura substituir relações excessivamente transacionais por parcerias orientadas para resultados, objetivos partilhados, resiliência e criação conjunta de valor.

Dina Agante, Sourcing & Supply Chain Consultant, recua a um momento anterior à própria negociação. Na sessão «8 erros que as marcas cometem antes da primeira conversa com a fábrica», mostrará como requisitos incompletos, briefs pouco claros, expectativas desalinhadas ou um conhecimento insuficiente da capacidade produtiva podem comprometer uma relação antes mesmo de existir uma proposta. Porque uma negociação não começa quando as partes se sentam à mesa, mas na qualidade da preparação, da informação disponível e das perguntas feitas. Mas nem a melhor preparação elimina uma questão essencial: será a melhor proposta, de facto, a melhor decisão para o negócio?

A seguir, Pedro Bobião levará o debate para além das fronteiras tradicionais das compras. Em «Quando a melhor proposta não é a melhor decisão», irá confrontar preço, risco, margem, continuidade do negócio e criação de valor, a partir da sua experiência em investimento, transformação operacional, reestruturações e crescimento.

A intervenção parte de uma pergunta incómoda: quanto pode custar uma poupança feita no lugar errado? Ao desmontar a ideia de que a proposta mais competitiva é necessariamente a que melhor serve o negócio, Pedro Bobião irá analisar o que se perde quando o preço domina a escolha e como decisões aparentemente racionais podem fragilizar a operação ou destruir valor mais à frente.

Depois do almoço, a Randstad Portugal leva ao palco um dos formatos mais diferenciadores desta edição. Em «O líder não vem sozinho – 5 decisões que tomámos juntos», Luís Lobato, General & Administrative Services Director, partilha o palco com alguns elementos da sua equipa e, em conjunto, vão revisitar decisões concretas, as dúvidas que surgiram, os contributos que mudaram o caminho e aquilo que hoje fariam de forma diferente. Uma oportunidade para conhecer o trabalho coletivo que existe por detrás de escolhas frequentemente atribuídas apenas a quem lidera.

Destaque também para o último painel do dia, que vai focar-se num dos períodos mais delicados da carreira de qualquer responsável de procurement: a chegada a uma nova organização. «Os primeiros 90 dias – O que ninguém ensina sobre liderar Procurement numa nova organização» reúne Cláudia Monteiro, Head of Procurement da Fidelidade, Bianca Lourenço, Head of Procurement – Global da Amadeus, e Ivo Diz, Head of Procurement da ANA Aeroportos Portugal, numa conversa moderada por Alexandra Azevedo, Procurement Transformation Leader. Compreender uma cultura desconhecida, conquistar a confiança das equipas, gerir expectativas, identificar prioridades e introduzir mudanças sem quebrar relações serão alguns dos desafios em análise.

Falta menos de uma semana. O programa está fechado, os temas estão em cima da mesa e a comunidade prepara-se para voltar a encontrar-se. Se ainda não fez a sua inscrição, esta é a decisão que não deve continuar a adiar. Consulte o programa e garanta o seu lugar na Procurement Conferência 2026.