Encontrar uma palete entre milhares de caixas, localizar rapidamente um equipamento médico crítico ou acompanhar a passagem de um produto por uma zona de quarentena. Os sistemas de localização em tempo real prometem dar resposta a um dos pontos cegos da logística farmacêutica e hospitalar. A tecnologia estará em destaque no Pharma Supply Chain 2026, a 17 de setembro, em Lisboa, no auditório do IAPMEI.
Na cadeia farmacêutica, os produtos são rastreados ao longo do transporte e da distribuição. No interior de armazéns e hospitais, porém, a visibilidade nem sempre é a mesma. Saber onde se encontra, em cada momento, uma determinada palete, um empilhador ou um equipamento médico pode ainda obrigar a pesquisas demoradas, criar ineficiências e dificultar a resposta em situações críticas.
É sobre este desafio que se debruça a intervenção “Onde está o quê? Localização em tempo real, do armazém à cabeceira do doente”, apresentada por Rui Bessa, Mobile Robot Manager da Europneumaq, no Pharma Supply Chain 2026.
A sessão dará a conhecer casos reais de aplicação de sistemas de localização em tempo real no interior de instalações, com uma precisão inferior a um metro. Na logística farmacêutica, estas soluções permitem identificar uma palete entre milhares de caixas, acompanhar entradas e saídas em áreas de acesso condicionado e consultar o histórico dos movimentos efetuados.
Entre as utilizações apresentadas estará a localização de empilhadores, na qual a tecnologia poderá reduzir um processo de procura de cerca de dez minutos para aproximadamente um minuto. A mesma capacidade de monitorização pode ser aplicada a zonas de quarentena ou câmaras frias, permitindo controlar a circulação dos produtos e identificar com maior rapidez desvios ou movimentos não previstos.
O registo dos trajetos, que pode abranger até um ano de histórico, constitui também uma ferramenta de apoio às auditorias. Em vez de depender apenas de registos pontuais, as organizações passam a poder reconstruir os percursos realizados pelos recursos no interior das instalações.
Localizar equipamento e acompanhar o percurso do doente
No contexto hospitalar, os sistemas de localização em tempo real podem ser utilizados para encontrar equipamento médico crítico, reforçar a segurança de recém-nascidos e analisar os tempos efetivos do percurso dos doentes entre diferentes serviços.
Esta informação permite identificar esperas, deslocações desnecessárias e outros pontos de ineficiência que nem sempre são visíveis através dos sistemas tradicionais. Quando é possível saber onde estão os recursos e como se movimentam, torna-se mais fácil estabelecer prioridades, reduzir tempos de resposta e melhorar os processos.
A intervenção de Rui Bessa integra o programa do Pharma Supply Chain 2026, que este ano se desenrola à volta do tema “Logística em contexto crítico: Decidir, Priorizar, Garantir”. A conferência reunirá durante uma tarde responsáveis da indústria farmacêutica, unidades de saúde, operadores logísticos, empresas tecnológicas e consultoras para discutir os desafios de um setor sujeito a níveis crescentes de pressão.
Ao longo da tarde estarão em análise temas como o abastecimento farmacêutico, a rastreabilidade, a digitalização da logística hospitalar, a automatização e a articulação entre os diferentes intervenientes da cadeia. O encontro terminará com uma mesa-redonda dedicada às decisões e prioridades que permitem garantir a continuidade das operações em contextos críticos.
O Pharma Supply Chain 2026 realiza-se no dia 17 de setembro, entre as 14h00 e as 18h10, no auditório do IAPMEI, no Campus do Lumiar, em Lisboa. Todas as informações na página da conferência.


