Uma operação que mobilizou organizações humanitárias, Força Aérea, cooperação internacional e transporte estratégico para fazer chegar 13,5 toneladas de bens essenciais e duas ambulâncias às populações afetadas pelos sismos na Venezuela.

A Cruz Vermelha Portuguesa mobilizou uma operação internacional de ajuda humanitária destinada às populações afetadas pelos sismos, que devastaram várias regiões da Venezuela. A missão contou com a colaboração da Cruz Vermelha Canadiana e o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Força Aérea Portuguesa, responsável pelo transporte estratégico da carga.

A operação foi assegurada por dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa, que partiram do Aeródromo Militar de Figo Maduro com destino a Caracas. Além do transporte da ajuda humanitária, as aeronaves asseguraram o regresso a Portugal dos operacionais da Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON), que participaram na primeira fase da missão, dedicada às operações de busca, salvamento e primeiros socorros.

Segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas, esta missão assinala precisamente a passagem para uma nova etapa da intervenção portuguesa, agora centrada na assistência humanitária e na recuperação das zonas mais afetadas.

Mais do que transportar carga

A bordo seguiram cerca de 13,5 toneladas de material, incluindo 12 toneladas de artigos de higiene, abrigo, conforto e saneamento, duas ambulâncias totalmente equipadas, destinadas a funcionar como unidades móveis de saúde, e 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros. Entre os bens enviados encontram-se ainda kits de dormida, mantas e kits de higiene para adultos, bebés e famílias.

Embora os números sejam relevantes, a operação ilustra sobretudo a complexidade da logística humanitária. A rapidez de resposta depende da articulação entre diferentes organizações, da disponibilidade de transporte estratégico, da preparação da carga e da capacidade para fazer chegar os recursos certos ao destino certo, no momento em que são mais necessários.

A resposta foi construída através da cooperação entre organizações humanitárias e entidades públicas portuguesas, conjugando recursos civis, militares e de cooperação internacional.

Em paralelo com o envio da ajuda material, o Governo português anunciou um reforço adicional de 400 mil euros para financiar projetos humanitários desenvolvidos na Venezuela através do Camões, I.P., complementando assim o apoio prestado no terreno.

A Cruz Vermelha Portuguesa mantém o apelo à solidariedade para apoiar as populações afetadas pelos sismos na Venezuela, sublinhando que os donativos continuam a ser essenciais para garantir a continuidade das operações humanitárias. Saiba como pode ajudar AQUI.

FOTOGRAFIA: Cruz Vermelha Portuguesa