A Garland, empresa portuguesa de Transportes, Logística e Navegação, assinala 250 anos de atividade. Atualmente, o Grupo conta com cerca de 450 colaboradores, gere 154.000 m² de área logística, e continua a reforçar a sua presença internacional nos mercados onde já opera: Península Ibérica, França, Espanha e Marrocos.
Em entrevista à SCM sobre o balanço da empresa, Mark Dawson, CEO do Grupo Garland, revela que cada área tem um papel fundamental: a Navegação representa a origem da empresa e a sua ligação ao comércio internacional; os Transportes que são, atualmente, a área com mais peso na faturação e a que tem liderado o processo de internacionalização; e a Logística, que foi a que registou um maior crescimento e na qual a empresa vê um grande potencial.
“Olhamos com grande expectativa para a Logística e para os Transportes, porque são áreas muito complementares e onde a procura por soluções integradas continua a crescer”.
A prioridade da Garland, neste momento, centra-se em consolidar a sua presença na Península Ibérica e em reforçar a operação em França, por ser um “mercado muito relevante” no qual a empresa já detém experiência e clientes. Marrocos é também apontado por Mark Dawson como uma “aposta importante” dada a sua dinâmica industrial e crescente necessidade de soluções integradas de transporte e desalfandegamento.
“Mais do que abrir muitos mercados em simultâneo, queremos crescer onde conseguimos acrescentar valor real”
Num contexto global exposto a constantes disrupções, a Garland tem sabido transformar desafios em oportunidades. O CEO destaca a criação da Garland Customs Solutions devido ao Brexit, a Garland Tranist em Marrocos para simplificar o desalfandegamento e reduzir tempos de trânsito, e a rota marítima direta para a Irlanda para contornar dificuldades criadas pelas rotas através do Reino Unido.
“As disrupções trazem desafios, mas também criam oportunidades para operadores com capacidade de adaptação e de resposta”
Um dos tópicos que não ficou de fora da entrevista foi o problema da escassez de mão de obra na área da logística e a falta de motoristas. Desafios diferentes mas que, segundo Mark Dawson, têm uma base comum: a necessidade de atrair, formar e reter talento num setor “exigente e pouco conhecido por muitos jovens”. No entanto, revela que a resposta do Grupo passa pela valorização das pessoas, apostar em formações contínuas e desenvolvimento interno.
Para os próximos 250 anos, o objetivo da Garland é claro: continuar a crescer, mantendo-se fiel aos valores que permitiram traçar o caminho até hoje, através de confiança, capacidade de adaptação, proximidade ao cliente e visão de longo prazo.
A entrevista completa estará disponível na #77 da SCMedia News.


