A Jerónimo Martins inaugurou em Sokołów Małopolski, no sudeste da Polónia, o 18.º centro de distribuição da Biedronka. É o primeiro construído segundo o novo padrão logístico da insígnia e vai servir até 200 lojas na região.
A Biedronka, insígnia polaca do grupo Jerónimo Martins, colocou em funcionamento no início de julho o seu 18.º centro de distribuição na Polónia, localizado em Sokołów Małopolski, a cerca de 30 quilómetros de Rzeszów, junto à via rápida S19, que integra o corredor internacional Via Carpatia. É o primeiro centro de distribuição da cadeia na voivodia de Podkarpackie, região que ganha assim novo peso no mapa logístico do país.
A nova unidade foi desenhada para servir até 200 lojas no sudeste da Polónia e permitirá encurtar as rotas de entrega em 6,2% à escala de toda a rede, o equivalente a cerca de 981.820 quilómetros por ano, com o consequente impacto na pegada de carbono da operação de transporte. Está ainda prevista a criação de perto de 500 postos de trabalho, entre operação de armazém, planeamento, transporte e manutenção.
O primeiro de um novo padrão
Trata-se do primeiro edifício da rede construído segundo um novo standard de projeto, pensado para ser maior, mais funcional e mais bem adaptado ao abastecimento das lojas. O terreno da operação totaliza 214.813 m², dos quais 27.163 m² de área de armazém, com mais de 18 mil posições de palete. A mercadoria pode ser armazenada ao nível do solo e em quatro níveis em altura, com o nível mais elevado acima dos 10 metros.
Do lado operacional, o armazém é gerido com SAP EWM (Extended Warehouse Management, o sistema de gestão de armazém da SAP) e picking por voz, e conta com 163 empilhadores, 1.613 contentores refrigerados, lavagem automática de contentores e 69 cais de carga e descarga. As entregas às lojas da região são asseguradas por uma frota de 65 camiões e 90 semirreboques. O layout inclui portões de entrada dedicados, uns para a frota da Biedronka e outros para fornecedores externos, além de 39 lugares de estacionamento antes da portaria para reduzir os tempos de espera dos motoristas.
Segundo Marek Ryński, diretor de operações de macrorregião da Biedronka, o investimento junta três dimensões que raramente coincidem num só projeto: a localização estratégica, o impacto na economia local e o serviço diário às lojas e clientes. O responsável destaca que daquele centro podem sair diariamente até 6.500 paletes de mercadoria com destino às lojas do sudeste do país.
Sustentabilidade e leitura geopolítica
No plano ambiental, o edifício vai obter certificação BREEAM e integra uma instalação fotovoltaica de 999,6 kWp, com produção estimada de 992 MWh de energia solar por ano, iluminação LED, um tanque de retenção de águas pluviais e um sistema de refrigeração a CO₂, alternativa aos gases fluorados com elevado potencial de aquecimento global.
O projeto tem margem para crescer. O investidor previu a possibilidade de expansão futura, podendo a área operacional do centro atingir os 65 mil metros quadrados. De realçar que a Polónia é o maior e mais estratégico mercado do grupo Jerónimo Martins, com a Biedronka a representar cerca de 70% das vendas totais e 80% do EBITDA do grupo.
Neste projeto há ainda uma dimensão pouco usual: a própria empresa sublinha que a localização, numa região situada no flanco leste da UE e da NATO, reforça a retaguarda logística da cadeia numa zona de importância estratégica para a segurança da Polónia e para a disponibilidade de produtos essenciais à população local. Num contexto europeu em que a resiliência das cadeias de abastecimento passou a incluir a variável geopolítica, é um sinal de como os retalhistas alimentares começam a pensar a rede logística também como infraestrutura crítica.








