Depois de dois anos de contração, 2026 anuncia-se mais um ano negativo para a indústria nacional de componentes automóveis. A previsão é do presidente da associação do setor, AFIA, que antecipa que não haverá aumento de vendas, muito por via da redução das exportações.
Esta posição de José Couto surge na sequência do anúncio de que o grupo Volkswagen vai reduzir a sua capacidade de produção em 25%. Na prática, isto significa que a atual capacidade instalada, de 12 milhões de veículos por ano, vai cair para os nove milhões. Além disso, a multinacional alemã vai reduzir progressivamente a oferta dos seus modelos em 50%, concentrando-se nos segmentos de mercado mais atrativos.
Um cenário que está a causar “tremores”, nas palavras do presidente da AFIA, em declarações ao jornal online ECO. Isto porque as exportações representam 85% das vendas totais da indústria nacional, tendo já ficado abaixo dos 12 milhões em 2025. “É uma situação que vai ter impacto em Portugal”, afirmou, sendo que a dimensão desse impacto dependerá da dependência das empresas aos modelos que a Volkswagen decidir manter ou não.
Ainda sobre o efeito desta decisão, ainda não há posição oficial sobre a fábrica da Autoeuropa, em Palmela. No entanto, fonte da comissão de trabalhadores, citada pelo mesmo jornal, afastou que venha a ser afetada, referindo que estão a ser visadas apenas fábricas do grupo na Alemanha.


