A CMA CGM cresceu mais em capacidade do que a MSC no primeiro semestre do ano, tendo transportado 235.065 TEU, face aos 207.734 do grupo ítalo-suíço. De acordo com a Alphaliner, a Maersk movimentou 116.532 TEU, completando-se assim o pódio doo negócio de shipping no período em análise.

Numa análise percentual, o grupo francês deu um salto de 5,7%, mas foi a chinesa Yang Ming que registou a maior subida – 5,8%, somando 41.233 TEU à sua capacidade habitual de 700.000.

A propósito destes dados, a Alphaliner recorda que a CMA CGM expressou publicamente a sua vontade de ser o segundo operador do mercado em capacidade até 2027. Atualmente, é terceira, depois da MSC e da Maersk. Este ano, já recebeu 12 novos porta-contentores, entre os quais o Notre Dame, com capacidade para 24.212 TEU, e o Grand Palais, com 23.872 TEU.

Quanto à MSC, apresentou, neste semestre, um crescimento mais moderado, depois de, em 2025, ter acrescentado 831.400 TEU à sua capacidade (11,7%). Reforçou, entretanto, a frota com o MSC Claire, unidade de 16.169 TEU, a par de outros sete navios com capacidades entre os 10.300 e os 11.480.

Já a Maersk, registou um crescimento próximo da média das companhias do top 10 (2,5% face aos 2,7% médios), graças à entrada em atividade dos navios Barcelona (17.480 TEU) e Tangier (9.016 TEU).

A frota dos dez primeiros armadores mundiais conheceu uma expansão de 2% na primeira metade do ano, segundo a Alphaliner. Apenas dois reduziram a capacidade disponível: a alemã Hapag-Lloyd, que perdeu 5.127 TEU, e a israelita ZIM, que contraiu 11.329, no âmbito da venda de parte do seu negócio à Hapag.