O crescimento da automatização, da robotização e da eletrificação de frotas está a alterar de forma estrutural as necessidades energéticas dos centros logísticos, segundo uma análise da Wattkraft Iberia, parceira da Huawei para a distribuição do portefólio FusionSolar. A empresa identifica cinco prioridades para que as plataformas logísticas se adaptem ao novo cenário operacional.

Segundo a Wattkraft, fatores que até há pouco tempo eram secundários, como a capacidade elétrica disponível ou a flexibilidade no fornecimento, estão a tornar-se decisivos para garantir a continuidade das operações. Entre as recomendações da empresa estão: dimensionar as instalações para o consumo futuro e não apenas o atual; substituir modelos de consumo passivo por sistemas de gestão energética inteligente (EMS); incorporar armazenamento de energia para reduzir a pressão sobre a rede em picos de procura; e preparar a infraestrutura elétrica para o carregamento simultâneo de frotas elétricas.

Para Jaime Amor Carmona, Business Development Manager Spain da Wattkraft Iberia, o desafio das plataformas logísticas deixou de ser apenas ter potência elétrica suficiente, passando a ser coordenar de forma eficiente o armazenamento, o autoconsumo, o carregamento e o consumo industrial dentro da mesma infraestrutura.

A Wattkraft sublinha que a energia está a deixar de ser vista como um custo operacional para passar a ser um fator estratégico, com impacto direto na capacidade de crescimento e na atratividade das plataformas logísticas para operadores e investidores.