O Infarmed proibiu temporariamente a exportação de 39 medicamentos de forma a assegurar o abastecimento no mercado nacional e evitar ruturas de stock que possam comprometer o acesso dos doentes a tratamentos essenciais.

A lista de medicamentos inclui fármacos utilizados em diversas áreas terapêuticas, como um antibiótico indicado para o tratamento de várias infeções, medicamentos à base de morfina, um colírio utilizado para reduzir a pressão intraocular, e tratamentos destinados a doentes com cancro, esquizofrenia ou episódios hemorrágicos.

O Infarmed atualiza, todos os meses, a lista dos medicamentos cuja exportação será suspensa de forma temporária. No documento estão incluídos os fármacos que registaram ruturas de stock no mês anterior, e medicamentos disponibilizados através de Autorizações de utilização Excecional (AUE).

Neste caso, esta atualização surge na sequência das dificuldades de abastecimento que ocorreram durante o mês de maio, e pretende assegurar a normalização de fornecimento de medicamentos que registaram ruturas de stock, ou que continuam a exigir medidas especiais de acompanhamento.

A suspensão aplica-se a todos os elos da cadeia de distribuição do medicamento, desde os fabricantes, passando pelos grossistas, e restantes operadores do setor farmacêutico.

O objetivo, de acordo com o Infarmed, é garantir que os medicamentos disponíveis em Portugal permanecem acessíveis aos doentes que necessitam, sobretudo em situações de maior pressão sobre os stocks ou de dificuldades de abastecimento a nível internacional.