A União Europeia (UE) importou, em 2025, 49,7 milhões de toneladas de matérias-primas recicláveis e exportou 36,2 milhões de toneladas para países fora da UE, o que significa que o volume líquido de importação – a diferença entre a quantidade de importações e exportações – atingiu 13,5 milhões de toneladas.
Em comparação com 2024, o volume líquido de importação no ano passado cresceu cerca de 1 milhão de toneladas. O registo mais baixo foi alcançado em 2023, com 1,07 milhões de toneladas.
Apesar deste crescimento, a diferença registada no ano passado continua a ser 35,6% inferior ao máximo registado na diferença entre o volume de importações e exportações (21 milhões de toneladas), alcançado em 2006.
A dominar as exportações estão os metais, com a UE a ter exportado 18,9 milhões de toneladas, mais de metade de todas as exportações de matérias-primas recicláveis (52,1%), em 2025. A segunda maior categoria foi o papel e o cartão (6,0 milhões de toneladas), seguida pelas matérias orgânicas (4,4 milhões de toneladas).
Quanto às importações, estas foram lideradas pelas matérias orgânicas (30,0 milhões de toneladas), constituindo 60,3% de todas as importações de matérias-primas recicláveis. Seguiram-se os minerais, com 8,3 milhões de toneladas, e os metais, com 6,3 milhões de toneladas.
O principal destino das exportações de matérias-primas recicláveis da UE em 2025 foi a Turquia, com um volume de 12,8 milhões de toneladas. O segundo foi a Índia (3,9 milhões de toneladas), seguida do Reino Unido (3,4 milhões de toneladas), Egito (1,9 milhões de toneladas), e Noruega e Suíça (1,5 milhões de toneladas cada).
As importações de matérias-primas recicláveis da UE no ano passado provieram predominantemente do Brasil (11,2 milhões de toneladas), da Argentina (8,7 milhões de toneladas), do Reino Unido (4,4 milhões de toneladas), da Ucrânia (4,0 milhões de toneladas) e dos EUA (2,4 milhões de toneladas).


