Numa altura em que preços, prazos e disponibilidade de materiais mudam com rapidez, o responsável de compras do Grupo MSTN diz que a função já não se limita a negociar: tem de garantir continuidade, antecipar risco e sustentar a operação. A entrevista completa está na edição de abril da Supply Chain Magazine.
A incerteza deixou de ser uma variável externa para passar a fazer parte do dia a dia de quem trabalha em procurement. É essa a leitura de Licínio Silva, responsável de compras do Grupo MSTN, que, em entrevista à Supply Chain Magazine, identifica sem hesitação o principal desafio da função: “gerir a incerteza”.
No grupo, que integra empresas como a MPlastic, especializada em packaging, e a Mistolin, focada em soluções de limpeza, o procurement está diretamente ligado à capacidade de manter a operação em andamento, mesmo quando o contexto se torna mais instável. Entre oscilações no preço dos plásticos, alterações nos prazos de transporte e exigências crescentes do mercado, a pressão sobre a função de compras é hoje mais estrutural, mais permanente e mais estratégica.
“Estar no centro das operações” é, para Licínio Silva, uma das razões que o atrai na profissão. Mas esse lugar central traz também um grau elevado de responsabilidade: garantir que a empresa dispõe dos recursos necessários para produzir com qualidade, ao melhor custo possível, sem perder de vista a competitividade nem a continuidade da atividade.
Ao longo da entrevista, o responsável sublinha que o procurement já não pode ser visto apenas como uma área focada em preço ou poupança imediata. A função exige hoje leitura de contexto, capacidade de adaptação, rapidez na resposta e uma visão cada vez mais integrada do impacto que cada decisão pode ter na operação e no negócio.
Entre as competências-chave que considera essenciais num profissional da área, Licínio Silva destaca a capacidade de negociação, a análise e a resiliência. Negociar, defende, não é apenas pressionar preço, mas construir relações sólidas com fornecedores e criar condições para respostas mais estáveis num ambiente de maior volatilidade. Já a análise é indispensável para compreender tendências, avaliar impactos e apoiar decisões mais informadas. E a resiliência, acrescenta, tornou-se crítica numa função em que o imprevisto passou a ser parte da rotina.
A sustentabilidade surge também como uma dimensão crescente da atividade, num mercado onde a pressão para encontrar materiais e soluções mais sustentáveis se cruza com a necessidade de preservar a consistência operacional. No caso do Grupo MSTN, o compromisso, explica, passa por garantir que a produção não para e que as soluções evoluem de forma consistente, acompanhando as novas exigências do mercado.
A entrevista com Licínio Silva integra a rubrica “3 perguntas a…”, da edição de abril de 2026 da Supply Chain Magazine e traça um retrato claro de uma função que ganhou peso, exigência e centralidade nas cadeias de abastecimento.
A entrevista completa pode ser lida na edição de abril da SCM. É só seguir o link.



