A procura total por transporte de carga aérea caiu 4,8% em comparação com os níveis de março de 2025, segundo os dados de mercados mundiais de carga aérea de março de 2026, avançados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
A capacidade de carga disponível também registou um decréscimo de 4,7% quando comparado com o mesmo período.
Willie Walsh, diretor-geral da IATA, revela que a procura por carga aérea diminuiu devido, em maior parte, às interrupções nos hubs do Golfo espoletadas pela guerra no Médio Oriente, e também pelo abrandamento habitual do Ano Novo Lunar. Ainda assim, considera que as tendências de procura parecem, neste momento, “sólidas”.
“É importante salientar que as redes de carga aérea estão a proporcionar a flexibilidade necessária para apoiar as cadeias de abastecimento globais à medida que estas se ajustam a tensões geopolíticas, tarifárias e operacionais. Todas as atenções estão viradas para o fornecimento e para o preço do combustível, que deverão testar a resiliência do setor nos próximos meses”, acrescenta.
A IATA destaca ainda vários fatores no ambiente operacional, como o aumento da produção industrial, que cresceu 3,1% em termos homólogos em fevereiro, que fez com que o comércio global de mercadorias tivesse subido 8,0% nesse mês face ao ano anterior.
Além disso, houve também um aumento acentuado em março de 106,6%, em termos homólogos, dos preços do combustível para aviação, a par de uma subida de 43,1% nos preços do petróleo bruto e de um disparo de 320% nas margens de refinação.
O desempenho de carga aérea divergiu no mês de março. Destaca-se a rota África-Ásia, que liderou o crescimento, seguida da rota Ásia-Europa. O comércio intra-Ásia também se manteve forte no comércio regional e, em contraste, os corredores ligados ao Golfo foram severamente perturbados pelo conflito no Médio Oriente.



