A capacidade total de carga internacional destinada à Venezuela aumentou cerca de 40%, em termos homólogos, ao longo dos últimos sete dias, de acordo com a consultora Rotate, citada pela Aircargo News. As transportadoras aéreas voltaram a realizar operações após a detenção de Nicólas Maduro, antigo presidente da Venezuela.
Os dados da consultora revelam ainda que a capacidade de carga em aviões de fuselagem larga (widebody) subiu 479% face ao ano anterior, enquanto a capacidade em aviões de fuselagem estreita (narrowbody) desceu 38%.
Ao longo do último ano, os três principais operadores também mudaram. Em 2025, as principais companhias aéreas eram a Uniworld Air Cargo, a AeroSucre e a Conviasa. Este ano são a DHL, a Avianca, a Amerijet e a Cargojet.
A Avianca foi a primeira transportadora a anunciar que tinha adicionado serviços de carga para o país, tendo acrescentado, a 7 de março, uma operação com um Airbus A330F, oferecendo uma capacidade de cerca de 60 toneladas por voo. O serviço opera entre Bogotá, Colômbia, e Caracas, na Venezuela.
Recentemente, a Cargojet e a Amerijet também anunciaram o regresso ao país. A Cargojet revelou recentemente que tinha concluído a sua primeira operação de sempre para o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas. Já a Amerijet, operou o seu primeiro voo para o país desde 2019.
O regresso das transportadoras a Caracas faz parte de uma reestruturação mais ampla da indústria de aviação global, na sequência da mudança política na Venezuela, com a detenção de Nicolás Maduro.



