Portos de Lisboa e Setúbal superam impacto meteorológico e fecham o 1.º trimestre de 2026 com balanço positivo na movimentação de granéis e carga contentorizada.

A resiliência operacional marcou o arranque de 2026 nos Portos de Lisboa e Setúbal. Após um mês de fevereiro fustigado por condições meteorológicas adversas, que condicionaram a entrada de navios, os dois portos fecharam o primeiro trimestre com uma evolução global positiva, impulsionada pela rápida recuperação em março.

No Porto de Lisboa, a movimentação total fixou-se nas 2,6 milhões de toneladas, o que representa um crescimento homólogo de 1,2%. O balanço trimestral é particularmente positivo considerando a quebra de 6,8% registada em fevereiro devido ao mau tempo. A carga contentorizada foi o grande motor da retomaem março, disparando 16% (em TEU). Já os granéis sólidos mantiveram-se como o segmento mais robusto, com uma subida superior a 5%.

O Porto de Setúbal, por seu turno, apresentou um dinamismo ainda mais acentuado, atingindo 1,6 milhões de toneladas, um salto de 6% face ao período homólogo. Curiosamente, este crescimento ocorreu apesar de uma redução no número de escalas, o que aponta para um aumento da carga média por navio e ganhos significativos de eficiência logística.O desempenho em Setúbal foi alicerçado em três pilares: granéis sólidos; granéis líquidos; carga contentorizada,

Para Vítor Caldeirinha, Presidente dos Portos de Lisboa e Setúbal, os resultados espelham a “capacidade de adaptação” do sistema portuário regional perante condicionantes externas. “Num contexto exigente, os portos responderam com eficiência e recuperaram rapidamente a sua atividade. Esta evolução reforça a importância de continuar a investir na eficiência operacional e na articulação entre portos, consolidando o seu papel no contexto ibérico e europeu”, afirma o responsável.