A Riopele está a reestruturar a sua operação de armazenagem, tendo como objetivo a otimização de processos, mas também repensar a logística interna como um motor de eficiência operacional e sustentabilidade.
Após uma profunda análise dos fluxos internos e utilização de espaço, o projeto surge como uma reestruturação da operação de armazenagem, com foco na matéria-prima rama, fundamental para o funcionamento das fábricas da Riopele, explica Jorge Oliveira, diretor de logística e planeamento, numa entrevista publicada no site da empresa.
“Na prática, o projeto concretiza-se na redefinição da localização do armazém, dos layouts e dos macro-fluxos internos, posicionando o ponto de armazenagem junto do principal centro de consumo, a Olifil. Esta decisão validada, permite reduzir distâncias, eliminar movimentações redundantes e simplificar a operação, aplicando princípios Lean e uma abordagem baseada em dados”, explica o responsável.
Assim, esta reestruturação visa reduzir desperdícios, aumentar a fluidez dos abastecimentos internos, melhorar a organização e a rastreabilidade dos materiais e preparar a operação para crescer de forma sustentada.
Jorge Oliveira espera que o projeto faça a diferença a nível da eficiência operacional e do desempenho logístico, e acredita que a redução do número de transportes internos e do tempo associado às movimentações, permitirá “libertar recursos, reduzir gargalos e tornar os fluxos mais estáveis e previsíveis”.
Adicionalmente, a melhoria dos layouts e da organização de espaço deverá facilitar o trabalho diário das equipas e reduzir a variabilidade operacional. “No conjunto, a logística torna-se mais integrada com a produção, mais robusta face a variações de procura e mais capaz de responder às exigências de um mercado têxtil cada vez mais dinâmico”, indica.
Do ponto de vista financeiro, este projeto permitirá reduzir custos operacionais recorrentes – nomeadamente ao nível de transportes internos, consumo energético, utilização de equipamentos e alocação de recursos humanos – mas também libertar espaço que irá gerar oportunidades de valorização económica dos ativos existentes, quer seja através de reutilização produtiva, aluguer ou eventual alienação, de acordo com Jorge Oliveira.
No que diz respeito à sustentabilidade ambiental, segundo o estudo efetuado pela Riopele, a nova configuração permitirá uma redução anual estimada de 1.650 toneladas de CO2 associada à movimentação interna.
O diretor de logística e planeamento revela que o maior desafio da implementação se centra na transição cuidada e estruturada entre o modelo atual e o novo, de forma a não perturbar a operação diária e o envolvimento das equipas.
“Projetos desta natureza não são apenas mudanças físicas ou técnicas, são também mudanças organizacionais. Exigem planeamento rigoroso, comunicação clara e o acompanhamento próximo no terreno. Acredito que o sucesso passará, precisamente, por esta combinação entre rigor técnico, gestão da mudança e foco na execução”, afirma Jorge Oliveira.



