A Rangel Logistics Solutions consolidou a sua presença na África do Sul com a inauguração, esta quinta-feira, 3 de abril, de um novo hub logístico em Joanesburgo. Em causa está um investimento acumulado de seis milhões de euros.

Com 10.000 m² e localizado junto ao aeroporto, o novo armazém será a base para serviços de contract logistics, armazenamento alfandegado e cross-docking. Está dividido em duas áreas: a OS Bond Store (Operating Store), para armazenamento de mercadorias até 24 meses, e a SOS Bond Store (Special Operating Store), para armazenamento até seis meses. Trata-se de um armazém alfandegado, pelo que, durante a permanência, as mercadorias não estão sujeitas a taxas e encargos, sendo os direitos aduaneiros pagos apenas no momento da liberação para o destino final.

“Entrámos na África do Sul com uma visão clara: estar onde o continente pulsa com mais força e ser parte ativa do seu desenvolvimento. Este investimento confirma a nossa aposta de longo prazo na região,” afirma o CEO da empresa, Nuno Rangel, citado em comunicado, anunciando para breve um escritório em Nakop, na fronteira com a Namíbia.

“Num primeiro momento, focámo-nos em construir uma base sólida ao nível de pessoas, frota e instalações. Agora, estamos a dar o próximo passo, ampliando o posicionamento da Rangel na África do Sul: de especialistas em crossborder para um player logístico integrado, com soluções completas e sustentáveis para múltiplos setores, como a mineração, agroindústria, energia, farmacêutica, FMCG e retalho”, acrescenta.

De acordo com a Rangel, a nova infraestrutura não só vai potenciar a capacidade de resposta às necessidades logísticas da África do Sul, como também facilitará as trocas comerciais entre mercados vizinhos, como Moçambique, Zâmbia, Angola, República Democrática do Congo, Tanzânia, Botsuana, Zimbabué e Namíbia.

Depois de entrar na África do Sul, em 2020, a Rangel alargou a sua presença à Zâmbia, em 2021, e à Tanzânia, no ano seguinte, com o investimento nos três países a situar-se nos sete milhões de euros. A empresa nota que a operação internacional representa cerca de 20% da faturação, com a África do Sul responsável por 8% desse volume.