A APDL vai ficar responsável pela gestão dos terminais ferroviários da Guarda e de Leixões. A decisão foi aprovada ontem, dia 29, em Conselho de Ministros.

O diploma agora aprovado “concretiza a integração entre a modalidade ferroviária e marítima no transporte de mercadorias, através da gestão de infraestruturas concentrada na autoridade portuária”.

Segundo o mesmo documento, no caso da Guarda, “o reforço da conexão com o hinterland do porto de Leixões é um factor decisivo para o crescimento da infra-estrutura portuária e para o desenvolvimento social do território de influência, favorecendo a sua competitividade e a dos seus clientes”

O terminal ferroviário da Guarda ocupa uma área de cerca de 22 mil m2. Dispõe de quatro linhas com cerca de 150 metros de extensão e uma capacidade para parquear perto de 400 TEU. O terminal está a meia hora de Vilar Formoso e tem ligação às linhas da Beira Alta e da Beira Baixa.

O tema há muito que estava na agenda da APDL e também na de Nuno Araújo, presidente da APDL, que ainda recentemente, no congresso da APAT, defendeu a prioridade de integração da ferrovia com os portos, dando o exemplo concreto da situação que se vivia em Leixões: “Actualmente, um contentor que venha pela ferrovia para o terminal da IP e que venha para a parte marítima, tinha que sair, entrar na área urbana, percorrer 18 km para entrar no porto de Leixões, quando esse terminal está mesmo ao lado do nosso terminal marítimo. Isto não faz sentido nenhum para as empresas, para os operadores e para as cadeias logísticas, como é óbvio”.

O objectivo está agora alcançado com a integração do terminal ferroviário, até agora da IP, na área de jurisdição da APDL.

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