O governo português criou um grupo de trabalho de acompanhamento e avaliação das condições de abastecimento nos sectores agro-alimentar e do retalho.

O novo grupo criado pelo governo, denominado de Grupo de Acompanhamento e Avaliação das Condições de Abastecimento de Bens nos Sectores Agro-alimentar e do Retalho em Virtude das Dinâmicas de Mercado, terá a missão de avaliar e acompanhar as condições de abastecimento de bens nos sectores referidos, cujas dinâmicas de mercado sejam influenciadas pelo contexto global, designadamente ao nível dos stocks de matérias-primas. Deverá ainda avaliar e acompanhar os níveis de reserva e armazenamento destes bens, acompanhar a execução dos contratos de fornecimento, nacionais e internacionais, e “delinear, a título antecipatório, eventuais oportunidades de intervenção destinadas a manter ou restabelecer as normais condições de abastecimento”.

O grupo tem de apresentar aos membros do governo um primeiro relatório de avaliação do contexto actual, no “prazo de duas semanas a contar da data da publicação” do despacho, e ainda relatórios ordinários abreviados com uma periodicidade quinzenal, ou extraordinários quando necessidades concretas de adopção de medidas assim o determinarem, e um relatório final.

São 15 os membros que constituem o grupo, incluindo representantes da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Associação dos Distribuidores de Produtos Alimentares (ADIPA), Associação Nacional de Armazenistas, Comerciantes e Importadores de Cereais e Oleaginosas (ACICO), Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) ou Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA).

“Têm sido verificadas perturbações nas cadeias de abastecimento, as quais podem gerar impactos adversos na importação e distribuição de certos produtos e matérias-primas, à escala global, não se afigurando como um assunto exclusivo do nosso país” pode ler-se no comunicado conjunto com os ministérios da Economia e da Transição Digital, das Infraestruturas e da Habitação e da Agricultura.

 

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