Durante a pandemia, as dark stores cresceram devido ao aumento das compras efectuadas pela internet e das plataformas de entregas. Agora, estes pequenos armazéns em centros urbanos que servem como entreposto logístico para o comércio online, serão alvo de regulamentação por parte do governo, segundo o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, avança o ECO.

O governo está então a trabalhar “na revisão do regime jurídico das actividades de comércio, serviços e restauração, para podermos actualizar a nossa legislação e conformá-la à actualidade e a novas realidades do comércio que hoje nos circundam e que nem sempre são tão visíveis, como é o caso das dark stores ou outros pontos de logística de entreposto”, afirma o responsável.

São várias as marcas que apostam neste modelo. O Continente tem, desde 2015, uma dark store em Telheiras, mas o conceito evoluiu com a alteração dos hábitos de consumo provocada pela pandemia. Por sua vez, a Glovo anunciou o investimento em 16 destas lojas em Portugal em Maio e, em Agosto, a Bolt anunciou que o nosso país será um dos mercados a receber o Bolt Market, um modelo de negócio baseado nestas dark stores.

Para João Torres, estes novos formatos são “prova também do dinamismo e da evolução permanente destes sectores, quer no que diz respeito ao retalho quer à restauração”. O novo regime “será objecto de consulta pública e discussão alargada”, garante.

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