Noticiámos anteriormente que o Reino Unido poderia vir a sofrer com alguma escassez de produtos alimentares durante o Verão devido à falta de motoristas e ao Brexit. Agora a escassez de comida em supermercados já se verifica, bem como a recolha de lixo ou transportes, pelo facto de haver equipas a cumprir auto-isolamento devido à nova variante Delta de COVID-19, segundo o The Guardian citado pelo Jornal Expresso.

Além dos infectados pela variante, o governo inglês impôs a regra de quarentena obrigatória de 10 dias às pessoas que tenham tomado as duas doses da vacina contra a COVID-19, agravando ainda mais a situação. As empresas britânicas de distribuição alimentar alertam que a economia do país possa paralisar ainda mais, e receiam que venha a ser adiada a data de 16 de agosto para suspender as quarentenas obrigatórias.

As empresas alimentares estão a apelar ao governo britânico para que os seus trabalhadores essenciais possam realizar testes diários em vez do isolamento de 10 dias, advertindo para os efeitos que estão a ser criados a partir do rastreamento de pessoas que têm contacto com casos suspeitos.

Do lado do governo de Boris Johnson, não há consenso. Inicialmente alguns ministros afirmaram que haveria permissão limitada aos trabalhadores essenciais (cerca de 10.000 em 500 locais de distribuição de alimentos) de não terem de fazer quarentenas, optando em alternativa por testes rápidos.

A British Meat Processors Association defende que o governo precisa de publicar mais informações e dar “uma orientação clara e inequívoca” sobre os locais e os cargos que poderão ter isenção de quarentenas e como podem ser aplicadas as novas regras. “O nosso receio é que, se as infecções continuarem à taxa actual, haverá tantos trabalhadores não isentos retirados do sistema que, independentemente desses ‘locais-chave’ protegidos, o resto da cadeia de abastecimento ao redor começará a falhar”, confessa Richard Harrow, presidente-executivo da British Frozen Food Federation.

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