2020 foi claramente um ano difícil para muitas empresas, mas apesar das dificuldades muitas procuraram outras formas de se diferenciarem, como foi o caso da Auchan. Um dos pontos fortes da empresa durante o passado ano foi ao nível da produção nacional, tendo reforçado essa aposta e dado ainda mais suporte aos produtores portugueses.

Entre Janeiro e Setembro de 2020 as compras da Auchan a fornecedores locais atingiram as 5.900 toneladas, um crescimento de 21,2% face ao ano anterior, e cerca de 90% das compras da Auchan são hoje feitas a fornecedores portugueses, e a maioria dos frescos de origem nacional.

“Hoje trabalhamos com mais de 100 produtores locais, sobretudo pequenos produtores”, comenta fonte da Auchan, acrescentando que estes estão localizados num raio de 50 quilómetros das lojas, e que produzem mais de 700 dos artigos que o retalhista comercializa.

Recentemente a insígnia também passou a disponibilizar pontos de recolha gratuita para os fornecedores locais, facilitando-lhes o processo para poderem escoar os seus produtos e reforçando a parceria entre as partes. Através deste serviço, as compras feitas directamente ao produtor podem ser levantadas nos postos Auchan, sem custos para o produtor e sem qualquer benefício financeiro para a marca.

Outro ponto importante assenta na política de sustentabilidade da Auchan, e o desenvolvimento de uma Produção Controlada baseada numa política de responsabilidade social como forma de apoio à comunidade e aos pequenos produtores, com preocupações como a produção sustentável, que respeita o ambiente e a biodiversidade, o bem-estar animal e o desenvolvimento social, “e que procura satisfazer as necessidades do presente, sem comprometer o futuro”.

Também nesse sentido estão as políticas contra o desperdício alimentar, procurando novas soluções que combinem a prevenção de desperdícios alimentares com a conveniência do melhor preço para o consumidor, sem que haja um comprometimento da qualidade dos produtos. Contam para isso com parcerias com a Zero Desperdício ou a com a Too Good To Go, por exemplo, e com o sistema de venda avulso, para o cliente não comprar produtos em excesso, e que chega já a mais de 600 referências.

Têm ainda uma área de “self discount”, onde vendem frutas e legumes que por não serem esteticamente apelativos não seriam sequer comercializados, e como tal, iriam gerar mais desperdício. A fonte revela ainda que é feita “uma gestão operacional rigorosa (como o controlo da temperatura dos alimentos) para minimizar qualquer desperdício”, e também que apostam na formação e sensibilização dos colaboradores para esta questão.

De forma a reaproveitar alguns produtos, apostam na economia circular através do reaproveitamento de produtos, como é o caso, por exemplo, do Bolo Vegan de Banana, produzido com as bananas demasiado maduras da loja, e que está disponível em todos os pontos de venda que dispõem de fabrico. “Desta forma evitamos o desperdício de 1.500kg de banana por ano”, comenta a fonte. No caso do pão do dia anterior, é vendido com desconto, tal como o pão ralado, feito com pão com mais de dois dias. “Até à data, já evitámos desperdício de mais de 10 mil kg de pão”, conclui.

De salientar que durante o ano passado também implementaram o primeiro sistema de rastreamento de alimentos por Blockchain em Portugal, conseguido através de um código QR.

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