O especialista em assuntos marítimo-portuários e professor de Gestão e Economia Pórtica e Marítima, Theo Notteboom, publicou no site PortEconomics, onde é co-fundador e co-director, a evolução dos 15 principais portos europeus referente à movimentação de carga contentorizada, tanto relativamente aos resultados de 2019 como do primeiro semestre de 2020, onde se sentiu um claro impacto da pandemia.

As primeiras três posições permanecem inalteradas, com a liderança do porto de Roterdão, seguindo-se Antuérpia e Hamburgo. Theo Notteboom destaca especialmente o desempenho dos principais portos Belgas, nomeadamente de Antuérpia e de Zeebrugge, devido ao desempenho e crescimento que tiveram: “O Porto de Antuérpia é o único grande porto gateway da Europa que foi capaz de atingir um nível de volume comparável ao do ano passado (+ 0,4%)”, comenta o especialista, acrescentando que “o outro porto de contentores belga, Zeebrugge (número 18 na Europa em 2019), registou um forte crescimento (mais 14% no primeiro semestre de 2020), grande parte resultante do volume adicional gerado no terminal da Cosco Shipping Ports”.

Apesar de a maioria dos portos ter registado quebras na primeira metade do ano, o que o especialista considera expectável, houve portos que apresentaram quebras menos impactantes, como Antuérpia e Bremerhaven, quando comparados com portos como os de Barcelona e Le Havre, com quebras superiores a 20%, tendo este último sido muito impactado pela greve nacional francesa em Dezembro de 2019 e Janeiro de 2020, situação que agravou com a “forte exposição do porto ao comércio com a China”.

As grandes subidas para o ranking são as do porto grego de Pireu (4ª posição) e do polaco de Gdansk (15ª posição), dois portos emergentes que têm registado grandes crescimentos, mas que este ano foram travados ao apresentarem resultados negativos pela primeira vez em vários anos.

Note-se que apenas os quatro primeiros portos do ranking atingem um valor superior a metade dos 15 maiores juntos. Em 2017 Portugal esteve representado pelo porto de Sines, no entanto, este caiu no ranking. À data, tinha sido um dos cinco portos europeus que apresentaram os maiores crescimentos.

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