Os presidentes da China e dos EUA, Xi Jinping e Donald Trump, concordaram em retomar as negociações económicas e comerciais, após chegarem a um acordo no passado sábado, durante uma cimeira do G20 no Japão. As duas maiores potências mundiais já estavam em guerra há quase um ano, e já houve várias tentativas de chegarem a um acordo, mas as tarifas apenas agravaram, e foram-se somando novas taxas às já existentes.

Desde o ano passado que o mundo estava num clima de incerteza, muitas empresas tiveram de procurar novos fornecedores devido às taxas de importação impostas pelos países, para produtos provenientes do outro.

Donald Trump abriu ainda portas para a negociação entre a Huawei e a Google, que havia fechado no passado mês de Maio, no entanto, com algumas limitações. As negociações das empresas americanas com a Huawei ainda têm algumas barreiras, sendo que ainda só podem fornecer equipamentos e outro material: “as empresas americanas podem vender os seus equipamentos à Huawei, uma área onde não há grandes problemas de segurança nacional”.

De acordo com a agência chinesa Xinhua, os EUA comprometeram-se a trabalhar com base na igualdade e no respeito mútuo, a não imporem novas tarifas às exportações chinesas, e o presidente disse que as negociações correram “muito bem” e “estão de volta ao caminho certo”.

O presidente dos EUA afirma em conferência de imprensa que não irão aumentar as barreiras às importações chinesas e que a China irá comprar os seus produtos agrícolas, numa quantidade “enorme”, enfatizou o líder americano.

“A cooperação e o diálogo são melhores do que atritos e conflitos”, disse Xi a Trump antes das negociações terem início, “a China e os EUA beneficiam da cooperação e perdem no confronto”, remata.

Sabe-se que os líderes irão reunir para debater novos assuntos mais específicos, mas não adiantaram quais, embora Trump tenha acrescentado que irá fornecer “uma lista de coisas que gostávamos que eles comprassem”.

Estas negociações levaram a que as empresas instaladas nestes países tivessem vários problemas de fornecimento, pois as tarifas atingiram vários milhares de milhões de euros. Jacob Parker, vice-presidente do Conselho Comercial EUA-China, conclui em declarações à Reuters que “o regresso das negociações é uma boa notícia para a comunidade de negócios e introduz alguma certeza, bem necessária, numa relação que se estava a deteriorar lentamente”.

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