A Ocean Network Express Portugal (ONE) cresceu 30% nos primeiros doze meses de actividade, tendo transportado em Portugal, durante este período, 60 mil TEUS. Este crescimento do mercado português resulta sobretudo da rota Ásia-Europa.

“O balanço do primeiro ano de operação em Portugal é muito positivo, sobretudo tendo em conta as nossas expectativas e objectivos. Era importante crescer neste primeiro ano relativamente à K. Line, mas também garantir a estabilidade de processos e consolidar a fusão de equipas, de forma a afirmar um serviço a cliente único e diferenciador.”, referiu ontem Isabel Azeredo, country head da ONE Portugal.

A ONE Portugal mantém os serviços anteriormente disponibilizados pela K. Line Portugal, bem como a aposta no serviço short sea, que lhe tem permitido conquistar cada vez mais clientes do mercado marítimo de curta distância no norte da Europa e na Escandinávia, onde a empresa continuará a investir. O mesmo se aplica ao serviço de deep sea, que em Portugal cresceu, essencialmente, para o mercado dos Estados Unidos da América e do Extremo Oriente.

A ONE arrancou a sua operação, após a fusão do negócio de transporte marítimo de contentores dos três maiores armadores Japonesas, num cenário de enorme concorrência e grande concentração do mercado, onde as quatro maiores companhias marítimas de contentores representam mais de 40% da quota de mercado. O serviço ao cliente tem sido uma prioridade para a ONE e isso reflete-se no investimento em capital humano. Actualmente com 30 colaboradores, a equipa da ONE Portugal cresceu para aumentar a sua capacidade de resposta ao mercado.

A country head da ONE Portugal, acrescenta ainda que as perspectivas para o próximo ano de operação são animadoras. Porém, há desafios a ter em conta. “Desde logo, precisamos aumentar a capacidade dos portos, adequando as infra-estruturas e equipamentos ao aumento da dimensão dos navios; mais agilidade e rapidez na decisão e execução, como forma de não perdermos o momento e a oportunidade de quem quer investir na nossa indústria. Queremos trazer navios de maior capacidade quer para Lisboa, quer para Leixões, assim como continuar a operar no Porto de Lisboa, sendo necessário garantir estabilidade neste porto. Impõe-se ainda um serviço ferroviário mais eficiente, dinâmico e competitivo num mercado mais concorrencial.”

Para manter o mesmo ritmo de crescimento e consolidar o posicionamento da ONE no mercado nacional, Isabel Azeredo sublinha que“queremos continuar a contribuir para o crescimento das exportações, ajudando a nossa indústria e os nossos exportadores a fazer chegar aos quatro cantos do mundo o que de melhor se produz no país. Acima de tudo, pretendemos ser parte activa do sonho de tornar Portugal um ponto de transhipment de excelência nas principais rotas marítimas que cruzam o Atlântico no sentido norte/sul, este/oeste. É assim indispensável o envolvimento, a colaboração, o empenho, o trabalho e o entusiamo de todas as partes envolvidas. Mais do que ser o maior armador no mercado, a ONE quer ser uma das referências no sector.”

De realçar que a criação da ONE, que resulta da fusão do negócio de transporte marítimo de contentores da K. Line, MOL e NYK.

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