A retalhista norte-americana GAP encontra-se numa fase pouco próspera. De momento, enfrenta alguns desafios, como a redução da adesão dos consumidores às lojas físicas, poucas vendas e a separação da Old Navy. Neste sentido, tem vindo a encerrar lojas e limitar o aprovisionamento de vestuário da China de forma a reestruturar a sua posição na área do retalho.

Os resultados do primeiro trimestre da marca não foram muito favoráveis, o que deixou Art Peck, Presidente e CEO do grupo GAP Inc. “nada satisfeito”, segundo as suas palavras.

A tensão entre a China e os EUA tem vindo a preocupar algumas empresas e a retalhista não é excepção. Para o responsável, a implementação de tarifas alfandegárias no vestuário produzido na China irá resultar, na maior parte, no aumento dos preços para os consumidores norte-americanos.

“Temos deixado de aprovisionar na China nos últimos anos e vamos continuar a fazê-lo, de forma responsável, nos próximos anos. Há mais de três anos, cerca de 25% dos nossos produtos eram produzidos na China. Nos últimos dados divulgados, essa percentagem estava nos 21%. Se falarmos apenas de vestuário, o valor é de aproximadamente de 16%, o que é significativamente mais reduzido do que na maioria das empresas do sector”, afirma Art Peck.

Outra das preocupações é para os investidores, no que respeita à separação da Old Navy, uma das marcas que faz parte da GAP Inc.

O CEO explica que esta separação irá contribuir para uma rápida e eficaz evolução de cada marca “quando olho para a Old Navy vejo uma marca com uma grande história e um grande caminho de crescimento pela frente”.

Neste momento, a GAP está focada em recuperar lucro, pelo que, já estão a ser efectuadas melhorias operacionais na gestão de inventário, na variedade de produtos e na redução de despesas. Neste sentido, as lojas físicas que têm uma performance negativa serão encerradas.

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