Ocorreram ontem no Porto, e hoje em Lisboa, dois workshops promovidos pela Maeil relativos à adopção da Carta de Porte Electrónica (e-AWB), onde os profissionais e empresas ligados ao sector da carga aérea se reuniram para obter mais informações no que diz respeito à adopção deste formato de documento, como fazê-lo através da IATA, quais as vantagens de aderir ao digital ou ter uma demonstração de como funcionam as plataformas parceiras da Maeil e ouvir testemunhos de empresas que já as utilizam.

A abertura da sessão coube à Associação dos Transitários de Portugal (APAT), por parte do seu presidente executivo António Nabo Martins, e Ana Camacho Soares, que introduziu e contextualizou o tema. A Carta de Porte Electrónica foi adoptada pela IATA em 2010, e pretendia que quatro anos depois esta já tivesse uma adesão total, no entanto isso não se verificou, mas hoje já se encontra nos 63% (dados relativos ao mês de Abril), mais dois pontos percentuais que no mês anterior.

Ana Camacho Soares explica que a adesão é fácil e não tem custos, os transitários assinam uma vez e têm acesso total às empresas, ou vice-versa. Para este registo ser feito é necessário assinar o “Multilateral e-AWB Agreement”, disponível no site da IATA, juntamente com várias indicações de como o fazer.

Como principais vantagens apontadas, a responsável referiu uma redução de custos, uma maior eficácia, melhorias nos tempos de entrega, diminuição dos erros de handling, um impacto mais positivo no ambiente. Mais tarde, Bernardo Nunes, da TAP Cargo, acrescentou mesmo outras vantagens da digitalização, como a qualidade de informação, sustentabilidade, inovação e o cumprimento da AEI, destacando especialmente a uniformização dos processos e a consistência da informação.

Também presente esteve Karla Márquez, representando a CHAMP Cargosystems, tendo apresentado duas tecnologias que actuam nesta área, Logitude e Traxon CargoHUB. Como testemunhos do uso destes softwares, esteve Paulo Paiva, da Geocargo, utilizador da primeira plataforma, e Bernardo Nunes, da TAP Cargo, que falou da última.

“Formas de trabalho convencionais não são suficientes nos dias de hoje”, Karla Márquez, CHAMP

A Logitude é uma plataforma que funciona como software-as-a-browser, e os seus utilizadores podem aceder à mesma através de qualquer lado em que tenham acesso à Internet. Através de um login, o cliente pode aceder à sua conta, criar Cartas de Porte Electrónicas em cerca de dois minutos, verificar os estados dos seus envios, etc. Paulo Paiva conta que a Geocargo foi a primeira a nível nacional a assinar o acordo multilateral, e viu grandes benefícios na utilização deste sistema, especialmente numa empresa da sua dimensão, por poder assim ser comparada a grandes multinacionais. De referir que esta plataforma vai para além do transporte aéreo, podendo mesmo ser utilizada para o marítimo e ferroviário, e poderão solicitar à Maeil um login para a testar durante um mês.

Por sua vez, a Traxon CargoHUB é um sistema integrado que traz as mesmas vantagens para os seus clientes, e Bernardo Nunes considera-o um sistema bastante completo e pronto a utilizar. Permite a gestão de documentos, tratamento de informação, troca de mensagens e sua conversão para diferentes formatos, e a sua constante validação faz com que se torne mais seguro e gerador de confiança para a eliminação do papel da equação. Para além disso, tem outras ferramentas digitais que lhe permitem funcionalidades mais completas.

No final houve ainda espaço para dúvidas e questões dirigidas aos intervenientes das sessões.

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