Donald Trump emitiu uma ordem executiva que tanto proíbe a utilização de tecnologia chinesa por empresas americanas, como restringe a exportação de alguns componentes para a China, como é o caso de alguns microchips utilizados pela Huawei. Esta medida coloca um grande entrave na capacidade de produção da chinesa e, ao mesmo tempo, na capacidade de licenciamento de sistemas operativos.

Neste momento, a Huawei está incapacitada por várias partes de produção, e poderá chegar mesmo à sua paralisação temporária, pois estima-se que um quarto da cadeia de abastecimento da empresa esteja situado nos EUA. A Huawei é ainda o terceiro maior comprador de semi-condutores do mundo, o equivalente a 4,4% de toda a indústria desta tecnologia, e estas barreiras tornam-se um problema cada vez maior.

Também o acesso a várias apps da google, loja online e Gmail está interdito para os equipamentos que não se encontravam já produzidos à data da decisão. A Alphabet, dona da Google, admite que em primeiro lugar se trata de acatar ordens superiores.

No entanto, esta medida também traz um impacto negativo para as empresas americanas, como é o caso da Intel, pois só para essa empresa isto iria representar um desaparecimento de 19 mil milhões de dólares em receitas (cerca de 25% do volume de vendas).

Tendo em conta estes desenvolvimentos, tanto a França como a Alemanha já manifestaram o seu apoio e anunciaram publicamente que irão continuar a vender tecnologia europeia para a China.

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