11,2 milhões de euros foi o valor pago pela Correos por 51% da Rangel Express para “construir a rede de entrega de encomendas mais eficiente da Península Ibérica”, esclareceu Juan Manuel Serrano, presidente do operador postal espanhol, esta manhã, num encontro com jornalistas.

A Correos Express Portugal, é assim que passa a designar-se a empresa, emprega 160 trabalhadores, vai dispor das actuais 12 instalações da Rangel, a que se juntam as 55 da Correos Express em Espanha. Até 2023 a nova empresa quer duplicar a actual quota de mercado, que estima ser de 6%, e espera passar a transportar 11 a 12 milhões de encomendas. A Correos prepara-se para, em conjunto com a Correos Express Portugal, dar resposta ao crescimento que o comércio electrónico tem vindo a registar em Portugal. Actualmente o segmento B2C representa apenas 15%, por oposição aos 85% do B2B.

Em Portugal, a empresa já vinha a trabalhar com a Rangel desde 2017, tendo optado agora pela compra de uma participação maioritária da empresa. O objectivo? Serem “os mais rápidos e os mais eficientes para as entregas de encomendas em 24 horas na Península Ibérica”, diz o CEO da Correos; frisando que esta movimentação acontece “porque os clientes estão a pedir uma solução ibérica”.

Para atingir os seus objectivos, a Correos Express Portugal definiu um plano para a automatização das várias plataformas com sistemas inteligentes e equipamentos de classificação de mercadorias, à semelhança do que já acontece em Espanha. Nos primeiros três anos quer investir quatro milhões de euros na operação em Portugal “sobretudo em tecnologia”, frisou Juan Manuel Serrano. Mas, também, eventualmente, num novo centro de distribuição em Portugal, já que as infra-estruturas existentes servem a distribuição dos actuais seis milhões de encomendas anuais. Para o gestor espanhol, tudo dependerá da evolução do mercado.

A entrada em novas áreas de negócio não está para já nos planos, segundo adiantou Juan Manuel Serrano, já que o objectivo, no imediato, é consolidar o negócio da distribuição e entrega de encomendas. “Portugal é o primeiro passo que damos além-fronteiras. É uma decisão estratégica”.

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