O Intermarché, marca que faz parte de um dos grupos de distribuição com grande implantação em Portugal, Os Mosqueteiros, anunciou as metas que pretende alcançar no futuro: reforçar o seu posicionamento ao nível do preço, promover a proximidade com os clientes, bem como com a produção local, de forma a ter acesso a produtos frescos e gerar economia no transporte.

Segundo Martinho Lopes, administrador do Intermarché, em declarações ao Jornal Económico, estes dois tipos de proximidade só acontecem devido ao modelo de negócio adoptado, que consiste em colocar o aderente (dono de loja) a viver na localidade onde se encontra o ponto de venda, de forma a conhecer a comunidade e as suas necessidades.

“Para além de viver na localidade onde tem o seu negócio, o aderente tem liberdade e autonomia para comprar localmente os produtos que vende na sua loja, o que lhe permite desenvolver uma relação inigualável com os produtores locais, apoiando toda a economia da região e entregando ao consumidor a máxima qualidade aos melhores preços”, explica.

Logisticamente falando, Martinho Lopes afirma que “trabalhamos com base no cronómetro”. Explica que o objectivo neste âmbito é realizar o transporte dos produtos de forma a gerar economia em toda a cadeia de abastecimento. Prova disso é a metodologia e logística que se verifica na rota dos camiões que, no regresso aos centros logísticos, após o abastecimento dos pontos de venda, passam pelos produtores ou nas lotas para serem recarregados, optimizando o transporte que, de outra forma, seria feito em vazio.

Através desta aposta é possível reduzir a pegada ecológica e os produtores acabam, também, por beneficiar de uma redução de custo, que se traduz em preços mais baixos para o consumidor e, simultaneamente, a qualidade do produto está assegurada pelo facto de esta operação se realizar durante a noite, período em que a maturação dos produtos é menor.

Para o administrador, o maior desafio da logística reside no transporte dos frescos “os nossos produtos ‘Programa Origens’ passam sempre pelas centrais de compra, mas muitos dos nossos frescos implicam aquisições locais e a entrega directa na loja. Muitas das nossas lojas compram alfaces à estufa que fica a 50 metros da nossa porta. Não há cadeia de abastecimento mais eficaz do que esta”.

Os bons queijos, produzidos em zonas onde se encontrem posicionadas lojas, são adquiridos por estas, apoiando a produção local que faz parte do ideal de negócio do Intermarché.

No caso do peixe, dirigem-se directamente às lotas e desenvolvem um modelo de integração que permite que o transporte seja realizado com camiões que detêm uma cadeia de frio “por isso, trabalhamos em todas as lotas do país e de forma integrada. Todo o processo é muito afinado, com um mínimo de manuseamento. Muitas vezes temos uma encomenda e, à primeira hora do dia seguinte, a loja já abre com o peixe na máxima frescura.”, refere Martinho Lopes.

Os próprios processos logísticos idealizados para serem sustentáveis, e o conceito de loja centrado nos produtos frescos e desenhado para uma compra eficiente, também traduzem as novas tendências e a adaptação da insígnia às necessidades do consumidor.

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