Cada vez mais correm os rumores de que o Reino Unido irá optar por um Brexit sem acordo, a acontecer já em Março, e há portos a prepararem-se já para essa eventualidade, como é o caso do de Roterdão e de Tilbury.

No caso de um Brexit sem acordo, os países envolvidos deixarão de fazer parte da União Europeia sem os benefícios existentes das partes (entre eles o livre trânsito de mercadorias) e, como tal, será necessário ter um plano B pronto a entrar em acção. Algumas das maiores empresas já se encontram a tentar antecipar esse cenário, e grande parte está a investir em armazéns para suster algumas matérias no país.

O porto de Roterdão, o maior da Europa, está a expandir o seu parque de estacionamento de camiões para conseguir acomodar uma grande quantidade de veículos, antecipando o congestionamento do tráfego que se virá a sentir no local caso isso aconteça. A Holanda também está a recrutar cerca de 300 novos funcionários alfandegários e dezenas de veterinários para o controlo adicional aos animais que terá de ser feito. Estima-se que apenas para o país das tulipas, que é a quinta maior economia da Zona Euro, um Brexit sem acordo poderá significar um aumento de custos directos na ordem dos 2.300 milhões de euros.

Embora exista uma grande preocupação em antecipar os problemas, Allard Castelein, Chief Executive do porto de Roterdão, considera que “os primeiros dias depois do Brexit serão de agitação e insegurança”. Espera-se que existam grandes compassos de espera por parte dos camionistas, causados por questões burocráticas e aduaneiras para o transporte de mercadorias até aos portos britânicos.

Também o porto de Tilbury, em Inglaterra, tenta minimizar os efeitos que possam advir desta tomada de decisão, e teve agora luz verde para avançar com a sua expansão para o Tilbury 2, que irá duplicar a sua capacidade para os 32 milhões de toneladas por ano. Um investimento de 200 milhões de libras (cerca de 230 milhões de euros) no transporte de carga ro-ro a ficar concluído até à Primavera de 2020. Esta expansão implicará um aumento de 60 hectares, a acrescentar aos existentes 376, e serão dedicados à importação e exportação de contentores e semi-reboques para o Norte da Europa, numa parceria com a P&O Ferries.

Para além disso, irá também incluir instalações para importação, processamento, produção e distribuição de materiais de construção, um terminal ferroviário para comboios de mercadorias de até 775 metros e áreas de armazenamento de mercadorias de importação e de exportação, incluindo automóveis.

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