A Fordesi, tecnológica portuguesa com 30 anos de experiência nos sectores da logística e transportes, vai investir mais de 1 milhão de euros num projecto disruptivo para terminais logísticos. O projecto, denominado Sistema de Inteligência nos Terminais Logísticos (SITL IoT) conta com a participação do ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa – e da UNINOVA – Instituto Desenvolvimento de Novas Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa.

O projecto é apoiado pelo Portugal 2020 e tem como objectivo principal agilizar processos entre os terminais logísticos e os seus stakeholders. O framework SITL-IoT vai conferir inteligência e capacidade de comunicação a dispositivos com base no conceito Internet-Of-Things e a partilha selectiva de informação utilizando serviços na Cloud, contribuindo para reforçar o desenvolvimento tecnológico e a inovação num sector estratégico com défice de abordagens em REDE.

«Este projecto promove uma abordagem estruturada e aberta aos problemas de interoperabilidade dos terminais logísticos e da cadeia de transporte», revela José Tavares, responsável de operações da Fordesi. «Contámos com a parceria preciosa de duas prestigiadas entidades de investigação do nosso país, o que vai garantir que o SITL IoT seja uma referência no uso de tecnologias abertas no sector da logística em Portugal», adianta o responsável.

O projecto vai apetrechar a Fordesi e o mercado da logística de um framework IoT suportado por tecnologias abertas promovendo um novo paradigma de gestão de informação, não só entre dispositivos, mas também entre stakeholders, especialmente relevante em cadeias complexas onde existem várias entidades e dispositivos a trocar grandes volumes de transações e eventos. O framework terá uma prova de conceito em ambiente real de produção num parceiro da Fordesi.

«Implementar um Ecossistema IoT e disponibilizá-lo sobre serviços Cloud, abre portas a uma nova forma de olhar para um conjunto de desafios do sector, especialmente relevante em cadeias complexas.», aponta ainda José Tavares.

Em termos práticos, o framework vai permitir optimizar:
• Transportes de Cargas: sensores telemáticos permitem a recolha e a monitorização de informação operacional crítica, associada a factos que, em situação de falha, provocam impactos muito significativos e de elevado custo (ex: condições de acondicionamento, temperatura, humidade);

• Gestão de Tráfego e Portarias Non-Stop: Gestão inteligente de fluxos de tráfego integrada e a implementação de portarias inteligentes non-stop por via da interoperabilidade externa com dispositivos moveis (ex: self-chekin, lista de fretes), desmaterialização de autorizações e identificação veículos e motoristas suportadas por tecnologias contactless seguras;

• Sistemas de Gestão de Armazenagem: sensores (wireless) podem captar informação específica (ex: localização, posição, pesos, ocupação temperaturas, bloqueios, entre outros) que, após processamento automático, reporta informação de monitorização, controlo e suporte à decisão altamente fiável, de forma rápida e a baixo custo, na mesma medida em que contribui para o aumento da eficiência operacional.

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