A FIT é uma das duas unidades fabris detidas pelo grupo HIT, do gigante japonês Kagome, que acaba de investir oito milhões de euros numa nova linha de processamento de tomate, cuja polpa segue directamente para o Japão, país onde o tomate nacional chega como produto premium, não fosse a greve dos estivadores, que está a ter impacto negativo na sua operação.

Este ano, a FIT processou 363 mil toneladas de tomate fresco, ficando a 96% do objectivo previsto. Parte foi encaminhada para a nova linha de processamento, onde o grupo injectou oito milhões de euros, elevando para 12 milhões o investimento total realizado em 2018; em média, investem 3,5 a 4 milhões por ano.

A nova linha aumenta em dez vezes a capacidade da anterior linha-piloto, processando cerca de dez mil toneladas de tomate fresco, transformando entre 1500 e duas mil toneladas de polpa.

O produto que sai da nova linha é sobretudo direccionado para o Japão, embora de modo crescente nos últimos cinco anos tenha surgido interesse de outros mercados neste tipo de produtos, como é o caso da Marks & Spencer, no Reino Unido, para quem fornecem molho de tomate para refeições prontas de comida italiana e indiana.

Os molhos que seguem para a cadeia britânica são produzidos pelo grupo HIT na unidade instalada no concelho de Vila Franca de Xira. Na Italagro, tanto a polpa como o produto transformado seguem quase todo para o mercado externo: 95% da produção vai para cerca de 40 países. Na generalidade estamos a falar de cadeias que não operam com grandes stocks, pelo que a greve da estiva em Lisboa e Setúbal está a ter impacto negativo, pois obriga a que encomendas urgentes tenham de ser encaminhadas para portos em Espanha ou até França, em vez de Setúbal ou Lisboa, como seria normal.

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