O European Shippers Council e a Cargo iQ desenvolveram um modelo para avaliar o desempenho do transporte aéreo de mercadorias porta a porta. A iniciativa aproxima os critérios de qualidade das necessidades de quem contrata o serviço.

Um voo pode chegar a horas e, ainda assim, a mercadoria chegar tarde ao cliente. Para quem contrata transporte aéreo, a qualidade do serviço depende de todo o percurso, incluindo o que acontece antes da partida e depois da aterragem. É sobre essa experiência que incide o novo modelo desenvolvido pela Cargo iQ e pelo European Shippers Council (ESC), anunciado a 20 de outubro.

A iniciativa envolve os carregadores na definição dos critérios usados para medir o desempenho, alargando o trabalho que a Cargo iQ tem desenvolvido com transitários, companhias aéreas e operadores de assistência em terra. O objetivo é aproximar a avaliação do serviço das expectativas das empresas que expedem as mercadorias.

O modelo estabelece cenários de transporte porta a porta, o âmbito dos serviços e as responsabilidades dos intervenientes. Define também etapas para a transferência de carga, documentos e dados, que deverão apoiar o planeamento, a gestão de ocorrências e a medição do desempenho. Na prática, pretende dar a carregadores e transitários uma base comum para identificar problemas e decidir onde intervir.

O trabalho resulta de uma série de sessões conjuntas que vêm sendo realizadas desde setembro de 2025 e, nos próximos meses, será submetido a uma revisão mais alargada, com vista à sua integração no Master Operating Plan, o documento da Cargo iQ que descreve os processos de transporte de carga aérea.

As duas organizações vão continuar a trabalhar na adaptação dos padrões às necessidades de diferentes mercadorias, tendo em conta iniciativas como o ONE Record, para a partilha de dados e protocolos de cuidados específicos com a carga. O modelo está, por isso, ainda em desenvolvimento e o anúncio agora realizado assinala um passo na construção de critérios comuns.