Um espaço de 50 m², bicicletas elétricas de carga e 22 pontos de recolha. A InPost está a testar no Bairro Gótico de Barcelona um modelo de distribuição pensado para as ruas estreitas e restrições de acesso que dificultam o trabalho das carrinhas.
No centro histórico de Barcelona, a distância entre duas entregas pode ser curta. O tempo necessário para lhes chegar, isso, já é outra história. Ruas estreitas, acessos condicionados e dificuldades de estacionamento complicam uma operação que depende de fazer muitas paragens ao longo do dia.
É neste contexto que a InPost está a apostar no Microhub Gòtic, um projeto-piloto que combina uma pequena base logística com bicicletas elétricas de carga para abastecer a sua rede de recolha no bairro.
A partir de instalações com 50 m², a empresa prevê servir 22 pontos e movimentar 13.760 envios por mês, entre entregas e recolhas. A operação inclui também tecnologia baseada em inteligência artificial, embora a informação divulgada pela empresa não detalhe a sua aplicação.
O espaço é disponibilizado pelo mimoTo parking, que confirma a participação no projeto. A localização aproxima a base de distribuição dos pontos a abastecer, enquanto as bicicletas permitem adaptar o transporte às condições de circulação do bairro.
Segundo as estimativas divulgadas pela InPost, as entregas poderão ser realizadas 42% mais depressa, com uma redução de 60% no tempo dedicado ao estacionamento e a cada entrega. São ganhos esperados, cuja concretização terá de ser avaliada durante o piloto.
O interesse desta experiência está na procura de uma resposta prática para a última milha: aproximar a operação dos pontos de recolha e escolher veículos que se movam melhor nas ruas onde é preciso entregar. Os resultados ajudarão a perceber se o modelo permite ganhar eficiência e reduzir o impacto da distribuição na cidade.
Uma experiência que merece ser acompanhada também em Portugal, onde os centros históricos colocam dificuldades semelhantes a quem faz ali chegar as encomendas.


