A The Navigator Company acaba de lançar a Rede de Fornecedores Inovadores (RFI), um programa que cria condições de acesso a apoio ao investimento produtivo, até um montante de 84 milhões de euros, exclusivo para 124 parceiros do Clube Produtores Florestais Navigator.
Trata-se de um programa desenvolvido em parceria com a Agroges e no âmbito do Portugal 2030 e em articulação com o COMPETE 2030, visando reforçar a competitividade e a capacidade de investimento da fileira florestal.
Assim, através de investimentos em maquinaria, tecnologia, digitalização e novos processos, os parceiros – incluindo fornecedores de madeira, prestadores de serviços florestais e empresas de transporte – poderão beneficiar de incentivos que podem atingir 50% do investimento elegível.
Em comunicado, a empresa adianta que, com esta iniciativa, pretende acelerar de forma estratégica a modernização do tecido empresarial da fileira florestal, reforçando a capacidade produtiva das empresas, promovendo ganhos de eficiência e aumentando a competitividade da cadeia nacional de abastecimento.
Uma das primeiras oportunidades disponibilizadas através da RFI será o SI Inovação Produtiva, que apoiará projetos capazes de introduzir produtos, serviços ou processos novos ou significativamente melhorados, incentivando a incorporação de inovação e soluções tecnológicas nas operações das empresas.
Neste âmbito, a empresa ressalva que os apoios não se destinam à simples substituição de equipamentos. Os projetos deverão representar uma evolução efetiva face à situação atual da empresa, através da introdução de produtos, serviços ou processos novos ou significativamente melhorados. O objetivo é – enquadra – promover investimentos com impacto concreto na capacidade operacional, na produtividade, na eficiência e na competitividade das empresas.
“A Rede de Fornecedores Inovadores resulta de um trabalho que iniciámos em setembro de 2025 visando a construção de uma solução para responder de forma estratégica e disruptiva ao fortalecimento de uma cadeia de abastecimento nacional mais forte, moderna e competitiva. Criámos condições concretas para que os nossos parceiros invistam, cresçam e incorporem novas tecnologias nas suas operações. Estamos perante uma das mais relevantes oportunidades de apoio ao investimento em equipamento produtivo no setor florestal em Portugal com o objetivo de reforçar a capacidade das empresas portuguesas e reduzir a dependência de importações”, afirma Paulo Santos, do Clube Produtores Florestais Navigator.
Já Alexandra Vilela, presidente do COMPETE 2030, refere que “esta iniciativa demonstra como os instrumentos do Portugal 2030 podem ser mobilizados de forma estratégica para responder às necessidades concretas das empresas e reforçar as respetivas cadeias de valor”. “Através da capacidade de mobilização das empresas nucleares, pretendemos dinamizar e qualificar as redes de fornecedores nacionais, estimular a inovação e criar novas oportunidades para as PME, contribuindo para a geração de maior valor acrescentado em Portugal, o aumento das exportações e a redução da dependência de importações”, conclui.
Por sua vez, Manuela Nina Jorge, da Agroges, afirma que, embora esta iniciativa represente um primeiro passo importante, o verdadeiro desafio será materializar as oportunidades identificadas em projetos de investimento sólidos e com impacto no terreno.


