A Aviludo inaugurou um novo centro logístico na Maia, esta manhã, 22 de setembro, resultado de um investimento de 27 milhões de euros destinado a reforçar a presença da distribuidora alimentar no Norte do país. Com 11 mil metros quadrados e capacidade para armazenar cerca de 9.000 paletes em diferentes regimes de temperatura, a plataforma permitirá servir oito distritos e deverá criar 140 postos de trabalho diretos até 2027.

A nova infraestrutura assume-se como uma peça central na estratégia de crescimento da Aviludo, empresa integrada no grupo METRO AG, ao permitir consolidar e tornar mais eficiente a distribuição alimentar no Grande Porto e numa parte significativa das regiões Norte e Centro.

A operação da Maia passa a assegurar a cobertura dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança, servindo profissionais dos canais HoReCa, instituições e retalho. Para acompanhar os clientes da restauração e da hotelaria da região, a empresa contará ainda com uma equipa de 40 assessores comerciais dedicada ao Norte.

Capacidade para 9.000 paletes e operação multitemperatura

Com uma área total de 11 mil metros quadrados, o novo centro logístico tem capacidade para armazenar aproximadamente 9.000 paletes, em condições que variam entre os -24 °C e a temperatura ambiente.

A infraestrutura dispõe de 17 cais de carga, seis destinados a camiões e 11 a carrinhas, bem como de 1.400 metros quadrados de antecâmaras com temperatura controlada e áreas específicas para a operação de produtos congelados.

A localização junto dos principais eixos rodoviários foi um dos fatores determinantes na escolha da Maia, permitindo encurtar percursos, aumentar a rapidez das entregas e aproximar a capacidade logística da empresa dos clientes da região.

“Tendo em conta a nossa operação no Norte e a estratégia de crescimento definida para a região, considerámos fundamental investir numa infraestrutura moderna e estrategicamente localizada junto aos principais eixos rodoviários”, afirma Kai Schneider, CEO da Aviludo.

Segundo o responsável, a nova plataforma permitirá “garantir uma resposta mais rápida, eficiente e competitiva”, conjugando o conhecimento do grupo METRO AG com os 42 anos de atividade da Aviludo no mercado português.

A consolidação da operação na Maia deverá conduzir à contratação de 140 trabalhadores até 2027, entre funções operacionais e posições técnicas qualificadas. O investimento representa, assim, não apenas um reforço da capacidade logística da Aviludo, mas também um contributo para a atividade económica e o emprego na região.

“Este novo centro logístico na Maia representa muito mais do que um investimento de 27 milhões de euros. É uma afirmação clara do nosso compromisso de longo prazo com o Norte de Portugal e com o sucesso dos nossos clientes”, salienta Kai Schneider.

Produção fotovoltaica deverá assegurar 39% da energia

A componente energética ocupa igualmente um lugar relevante no projeto. Está prevista a instalação de uma unidade fotovoltaica com uma potência de 891 kWp, que deverá assegurar cerca de 39% da energia consumida pela plataforma.

O edifício conta também com iluminação integralmente LED e 12 pontos de carregamento elétrico em simultâneo, destinados a apoiar a eletrificação da frota. A empresa prevê ainda reduzir a pegada de carbono associada à distribuição através do encurtamento das rotas no Norte.

Na cadeia de frio, a unidade utiliza um sistema de refrigeração baseado em CO₂ e painéis isotérmicos de última geração. A infraestrutura inclui 2.400 metros quadrados de áreas isoladas para congelados e 2.000 metros quadrados para frio positivo, com o objetivo de reduzir as perdas térmicas e melhorar a eficiência energética da operação.

A Aviludo dispõe atualmente de três plataformas logísticas, duas unidades de produção especializada em carnes e uma frota própria de 200 carrinhas. Com cerca de mil trabalhadores, distribui mais de 4.000 referências de produtos secos, refrigerados e congelados a aproximadamente 14 mil clientes em Portugal.

A construção do centro logístico da Maia ficou a cargo da Garcia & Garcia, empresa sediada em Santo Tirso, e foi concluída em 13 meses.