A ANTP – Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas reclama a adoção de novas medidas de apoio às empresas, nomeadamente o reforço extraordinário do gasóleo profissional e a criação de uma linha de tesouraria que permita fazer face à escalada dos preços dos combustíveis. Ao mesmo tempo, alerta para o risco de protestos e paralisações.

Em comunicado, a associação considera que as medidas adotadas ate ao momenta não estão a ser suficientes para responder à dimensão do problema que as empresas enfrentam diariamente. Nota que, para uma empresa de transportes, o combustível não é uma opção, é uma ferramenta de trabalho: “Quando uma empresa abastece dezenas de viaturas diariamente, alguns cêntimos par litro transformam-se rapidamente em milhares de euros adicionais de custos todos os meses”, sustenta, destacando que o problema se torna ainda mais grave porque muitas empresas não conseguem repercutir imediatamente estes aumentos nos preços praticados aos seus clientes.

“São as empresas que estão a absorver sucessivamente estes aumentos, comprimindo margens e colocando uma pressão cada vez maior sobre a sua tesouraria”, resume, dando conta de que existem transportadores “profundamente insatisfeitos com a atual situação, alguns dos quais equacionam a realização de protestos, paralisações ou outros movimentos reivindicativos, com o objetivo de fazer ouvir as dificuldades que atravessam”.

Embora ressalvando que “não está a promover, convocar ou organizar qualquer paralisação, nem participa na organização de movimentos dessa natureza”, a associação assegura que não fica em silêncio e que continuará a utilizar todos os meios institucionais e legais ao seu alcance para exigir respostas, apresentar propostas e defender a sustentabilidade das empresas que representa.

No que toca a propostas, a ANTP diz que as medidas já adotadas pelo governo não são suficientes, defendendo a implementação urgente de outras ações, nomeadamente o reforço extraordinário do gasóleo profissional enquanto persistirem níveis excecionalmente elevados do preço do combustível; a criação de um mecanismo automático de estabilização, que permita uma resposta previsível quando ocorram aumentos extraordinários do preço do gasóleo.

Preconiza ainda a adoção de um mecanismo de referência para atualização dos contratos de transporte, permitindo refletir de forma objetiva variações extraordinárias do custo do combustível; e a constituição de uma linha extraordinária de tesouraria para empresas de transporte, destinada a evitar que empresas economicamente viáveis sejam obrigadas a reduzir ou interromper a atividade par falta de liquidez.

 

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