A Tolsa, empresa espanhola de extração, tratamento e comercialização de minério, reivindica a criação de uma ligação ferroviária entre Madrid e Portugal, estando a trabalhar com outras duas companhias nesse sentido. O anúncio é feito pela coordenadora de Transporte e Logística, Sara Aznar, em entrevista ao jornal El Mercantil.
Sem precisar quais são as outras duas empresas, adianta que o volume de carga que a Tolsa movimenta justifica a existência de um comboio entre os dois países. “Além disso, estamos a colocar em contacto quem tem o comboio com quem possui o camião. Até agora, existe um comboio Barcelona – Portugal, mas não existe Madrid – Portugal. E, no mundo atual, em que não há bolas de cristal, nós, as empresas, temos de procurar a resiliência e, muitas vezes, talvez não seja o mais barato, mas pode ser o que nos convém mais no futuro”, argumenta.
O modelo da Tolsa assenta no movimento de grandes volumes, pelo que, de acordo com a porta-voz da empresa, a otimização logística tem impacto direto na competitividade. “Falamos de uma logística em que temos de reduzir ao máximo os custos para podermos vender ao melhor preço”, afirmou, adiantando que a existência de uma fábrica em Madrid é um ponto favorável nesta otimização, na medida em que permite fazer acordos de retorno. Significa isto que “procura ajudar a que as empresas façam os retornos onde lhes seja mais interessante colocar a frota”.
Concretizando, Sara Aznar afirmou que a Tolsa trabalha com um fornecedor em Portugal cujo negócio core é o transporte internacional: “Quando chega a Madrid, o seu trajeto morre em Madrid porque é um grande ponto de consumo. Mas, para compensar, esse fornecedor pode utilizar o fluxo da Tolsa para Portugal, que se compõe de 15 a 30 camiões por dia, para assegurar que os seus motoristas podem ir dormir a casa.”
O grupo é constituído por quase duas dezenas de entidades sediadas em 11 países, tendo presente comercial em 95. Conta com 14 minas e 15 fábricas, com uma capacidade de produção de 1,3 milhões de toneladas.


