Os custos logísticos influenciam a decisão de compra online de oito em cada dez portugueses. A conclusão é do estudo “Consumo online em Portugal 2026”, da Webloyalty, empresa especializada em retail media para o e-commerce.
Esta segunda edição do estudo mostra que 38% dos portugueses compra pelo menos uma vez por semana através do canal online, sendo que 4% destes o faz diariamente, enquanto outros 36% compram mensalmente e 26% apenas de forma ocasional.
No entanto, para 79% dos inquiridos, os custos logísticos influenciam muito ou bastante a decisão de compra. Do lado oposto, estão os 19% para quem este fator pesa pouco e os 2% cujo comportamento de compra não é impactado. A par do preço do envio, os prazos de entrega constituem o segundo grande fator condicionante, com 65% dos portugueses a garantir que determina “muito” ou “bastante” a sua decisão final de compra.
O estudo revela também diferenças assinaláveis entre regiões. Assim, os compradores dos Açores são os mais condicionados pelos custos logísticos (88%), o valor mais elevado de todo o país, seguidos do norte de Portugal (81%) e do Algarve (80%).
Quanto ao tempo de entrega, são os compradores da Madeira (71%) os mais influenciados, seguidos da população de Lisboa (67%), de Faro e da Zona Centro, com 66% em ambas as zonas.
“O consumidor online português é cada vez mais exigente e está mais informado. Os dados do estudo são claros: os custos logísticos e o tempo de envio tornaram-se fatores decisivos que podem determinar se uma compra se completa ou é abandonada. Neste contexto, as lojas podem optar por oferecer outro tipo de benefícios que compensem o consumidor. Assim, aspetos como programas de descontos, cupões ou reembolsos podem constituir uma opção interessante para as lojas, com o objetivo de atenuar as possíveis consequências decorrentes da logística”, afirma Eduardo Esparza, VP General manager da Webloyalty Iberia & LATAM.
Face ao impacto dos gastos de envio, os compradores online portugueses recorrem a diversas estratégias de poupança. As promoções e descontos são a fórmula de poupança preferida de 72% dos inquiridos, seguidos dos cupões e códigos de desconto (57%) e do cashback ou reembolso parcial (46%).


