A dívida das autarquias a fornecedores disparou no final de 2025, tendo aumentado 11,4% face ao ano anterior, para 1.115 milhões de euros. Os dados são de um relatório do Conselho de Finanças Públicas divulgado esta terça-feira.

De acordo com o documento, o prazo médio situou-se nos 22 dias. No entanto, há câmaras que pagam acima dos 100 dias e outras em que os atrasos se agravaram.

As disparidades ganham particular relevância à luz do diploma de alteração à lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso, publicado no início de junho, e que determina que as entidades públicas ficam automaticamente obrigadas ao pagamento de juros de mora 30 dias após o prazo contratual.

Dos 299 municípios abrangidos por este relatório, sete demoram mais de 90 dias a pagar aos fornecedores, o que corresponde a 19 milhões de pagamentos em atraso. Trata-se de uma subida face a 2024, quando esse valor se situava nos 17 milhões de euros.

Alguns municípios conseguiram reduzir o intervalo entre o momento de contração da dívida e a sua liquidação: é assim com Tábua e Santa Comba Dão, que, em 2024, tinham prazos médios superiores a seis meses e que passaram, respetivamente, para 110 e 104 dias.

Na situação oposta, estão autarquias como Esposende, que passou de 29 dias no final de 2024 para 110 dias um ano depois; Gondomar, com uma subida de 61 dias; e Fundão, cujo prazo de pagamento é de 60 dias.

Face a 2024, nota-se que nenhum dos municípios ultrapassou os 180 dias. Vinte e um pagam a mais de 60 dias e 64 a mais de 30 dias.

Estes dados são ainda provisórios e sujeitos a validação da Direção-Geral das Autarquias Locais.

 

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